segunda-feira, julho 22, 2024
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    Confira resumo da terceira noite de Festival de Parintins

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    Nesse domingo (30) ocorreu a 3ª e última noite do 57ª Festival Folclórico de Parintins, com o Garantindo abrindo as apresentações às 20h, seguido do Boi Caprichoso, às 23:15. Confira o resumo dessa noite.

    Boi Garantido

    Enaltecendo descendentes de indígenas, europeus e negros e revelando os segredos da transcendência, o boi encarnado abriu as apresentações no último dia de Festival. Veio com o subtema  “O futuro é ancestral”, celebrando a união em um mundo igualitário, sem distinção de gênero, raça ou cor.

    A apresentação começou com um módulo temático que entrou na arena para dar início as revelações. O primeiro item feminino a aparecer para sua evolução foi a porta-estandarte, Lívia Christina, em um modelo alegórico com a Nossa Senhora do Carmo, padroeira de Parintins.
    Um dos destaques da noite foi a homenagem ao parintinense Braulino Lima, autor da letra ‘Tic Tic Tac’, uma das composições de maior repercussão da história da agremiação.
    Braulino Lima é o compositor da famosa toada 'Tic Tic Tac', conhecida internacionalmente na voz do saudoso Zezinho Corrêa. (Foto: Paulo Bindá/A Crítica)
    A figura típica regional traz o “Caboclo”, homens e mulheres que moram nas áreas de mata e rios amazônicos. No momento alegórico, surge para a sua evolução a rainha do folclore Edilene Tavares.
    Seguida pela evolução do boi-bumbá Garantido e da sinhazinha da fazenda, Valentina Coimbra, personificado a história parintinense.
    O próximo ato foi a lenda amazônica do Uirapuru, que conta a história do uirapuru – ave majestosa da fauna amazônica. Certo dia, o guerreiro Wassiri, o grande amor da cunha Yaci foi enfeiticado pela cobra jararaca e se perdeu na mata para sempre. Yaci em prantos caiu em tristeza profunda! De suas lágrimas nasceu o rio Andirá, e para lá o povo Sateré-mawé foi morar. Compadecido com o sofrimento de Yaci, Tupã a transformou no uirapuru, o passaro cujo canto expressa o verdadeiro amor.
    Desta lenda surge para a sua evolução a cunhã-poranga Isabelle Nogueira, levando a galera encarnada ao êxtase.
    Por fim, o ritual indígena Jeroki Kaiowá, trazendo o sol como o segredo da vida, fonte de toda ternura que traz leveza aos corações, a força vital que sustenta todos os seres. Pai Kuara, o pajé ancestral, ser celestial e criador do universo, é o próprio sol. E para evoluir e concluir as apresentações encarnadas no Festival de 2024, o pajé Adriano Paketá.

    Boi Caprichoso

    O segundo a se apresentar foi o Boi Caprichoso, com o subtema “Saberes: o reflorestar das consciências”, que enalte os ensinamentos dos povos originários, assim como dos velhos sacacas que curam dores.

    A apresentação iniciou com o boi-bumbá surgindo dos céus em uma libélula. Logo após descer do alto, o bumbá iniciou sua evolução, juntamente com o apresentador Edmundo Oran, o levantador de toadas Patrick Araújo e o amo Prince do Caprichoso.

    A primeira alegoria do touro negro representa a lenda amazônica “Do Cataclisma Macurap ao Reflorestar da Vida” e para a sua evolução surge a cunhã-poranga Marciele Albuquerque, trazida por uma borboleta que saiu do tronco da sumaumeira do centro da alegoria.

    Na Figura Típica Regional “Sacacas, curadores/as da floresta”, Edmundo Oran, apresentador, surgiu como velho sacaca e a rainha do folclore, Cleise Cimas, surgiu  representando o espírito dos velhos sacacas, para a sua evolução. Seguida pelo surgimento da sinhazinha da fazenda, Valentina Cid, ao som da toada Estrela Angelical e da porta-estandarte Marcela Marialva.

    O boi Caprichoso busca o tricampeonato em 2024 (Foto: Paulo Bindá/A CRÍTICA)

    Um ponto de destaque da noite foi Angela Mendes, filha do seringueiro Chico Mendes, ao lado de José Tupinambá que entraram na arena com o relógio do clima que marcava 5 anos, 21 dias, e 11h59, reivindicando a população a salvar a terra e para demarcação.

    Destaque também para o Ritual da Vida, que contou com uma imensa tarântula vinda dos céus, e que em uma teia pegou indígenas para completar o rito.
    Após 26 anos, Caprichoso reinterpreta toada Ritual da Vida no 57° Festival Folclórico de Parintins — Foto: Patrick Marques/g1 AM
    Após 26 anos, Caprichoso reinterpreta toada Ritual da Vida no 57° Festival Folclórico de Parintins — Foto: Patrick Marques/g1 AM

    “Rito de Cura da Terra: Awa Guajá” fechou a terceira noite de apresentação do boi Caprichoso com a apresentação do pajé Erick Beltrão.

    *Yanka Senna

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