quinta-feira, julho 25, 2024
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    Plano Dubai é “brincadeira” com a Zona Franca, diz Serafim

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    O deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) criticou, na terça-feira (11), o projeto do Governo Federal batizado de “Plano Dubai”, que propõe novas matrizes econômicas para a região amazônica com o objetivo de por um fim nos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM).

    “Esse Plano Dubai, sem antes se pensar em infraestrutura para a região amazônica, é mais uma promessa. Então, o Governo Federal diz por um lado que não tem dinheiro para pagar o programa Bolsa Família neste mês e está dizendo que tem um Plano Dubai para fazer investimentos de bilhões de dólares aqui na Amazônia? Eles estão brincando com a gente, vão querer que a gente acredite nessa história? Brincadeira”, disse Serafim durante discurso.

    Reportagem da Folha de São Paulo publicada na tarde de segunda-feira (10) revelou que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) prepara, por meio da Secretaria de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec), um novo projeto que propõe diversificar a matriz econômica da região Norte com agronegócio, turismo e biotecnologia.

    Segundo a reportagem, o projeto foi apelidado pelo titular da Sepec, Carlos da Costa, como “Plano Dubai”, por ser uma referência ao emirado que, no passado, previu o fim de suas reservas de petróleo e gás. O programa pretende estimular cinco polos econômicos: biofármacos, turismo, defesa, mineração e piscicultura.

    Mas Serafim alerta que, sem superar as barreiras de infraestrutura impostas pelo excesso de burocracia, a região não terá viabilidade mínima para avançar em outras matrizes.

    “O Brasil tem disposição para vencer as barreiras burocráticas que são imensas? Nós estamos há 35 anos tentando abrir a BR-319, são duas gerações e não conseguimos. Aqui não se consegue construir um porto novo por questões burocráticas. Ora, se nós não conseguimos nem sequer superar a burocracia, que dirá os recursos que são necessários para, por exemplo, levar uma extensão do Linhão de Tucuruí de Itacoatiara a Autazes, para poder viabilizar a silvinita. Então, tudo isso são bilhões de dólares a serem investidos e eu não creio que o Governo Federal tenha essa bala na agulha”, declarou o deputado.

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