Fevereiro Laranja: Hemoam alerta para diagnóstico precoce da leucemia

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Segundo a Dra. Socorro Sampaio, médica hematologista e diretora-presidente do Hemoam, um simples hemograma pode levantar suspeitas de leucemia.
Servidora do Hemoam realizando exame em paciente infantil. FOTO: Rafael Marques/Hemoam

Neste mês de fevereiro, a Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) reforça a atenção à leucemia, um tipo de câncer que afeta a medula óssea. Especialistas em oncologia destacam que o diagnóstico precoce desempenha papel crucial na busca pela cura.

A leucemia, que impacta a produção de células sanguíneas na medula óssea, pode apresentar sintomas como anemia, manchas arroxeadas na pele, glândulas no pescoço, aumento do abdômen devido ao aumento do baço e fígado, dores ósseas, fraqueza e febre inexplicável.

Segundo a Dra. Socorro Sampaio, médica hematologista e diretora-presidente do Hemoam, um simples hemograma pode levantar suspeitas da doença, e é fundamental que o paciente seja encaminhado a um hematologista para exames mais específicos:

“A descoberta da leucemia é motivo de aflição para o paciente, familiares e amigos, mas, quanto mais precoce o diagnóstico, maiores são as chances de cura. O Hemoam é referência no Amazonas para o diagnóstico e tratamento da leucemia”, ressalta a Dra. Sampaio.

Tratamento da Leucemia

Quanto ao tratamento, a especialista destaca que a quimioterapia é a abordagem principal, oferecendo chances de cura que variam de 60% a 90%, dependendo do caso.

Contrariando crenças populares, o transplante de medula óssea não é indicado como tratamento principal, sendo considerado uma alternativa quando a quimioterapia não obtém resultados positivos ou há riscos específicos. As chances de cura com o transplante giram em torno de 60%.

O processo de tratamento da leucemia aguda tem duração média de 2 anos e meio, enquanto a leucemia crônica requer tratamento contínuo para o controle da doença.

Casos de leucemia no Amazonas

Em relação aos casos registrados em 2023, o Hemoam reportou 63 casos de Leucemia Linfoide Aguda (LLA), mais comum em crianças; 4 de Leucemia Linfoide Crônica (LLC), afetando principalmente adultos acima dos 50 anos; 32 de Leucemia Mieloide Aguda (LMA), o tipo mais comum em adultos; e 17 novos casos de Leucemia Mieloide Crônica (LMC), mais prevalente em pessoas idosas.

O tratamento no Hemoam é abrangente e envolve uma equipe multidisciplinar que oferece suporte nas diferentes fases do tratamento. Os pacientes têm acesso a atendimento a beira-leito e consultas ambulatoriais, recebendo suporte em áreas como nutrição, fisioterapia, psicologia, pedagogia, odontologia, fonoaudiologia, assistência social, entre outras.

*Com informações da Agência Amazonas