IA e reforma eleitoral são prioridades do Congresso em 2024, diz Pacheco

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Entre as prioridades do Congresso, figuram a regulação do uso de IA, a reforma das regras eleitorais e a limitação de decisões monocráticas do STF.
Rodrigo Pacheco (à esquerda), Rui Costa (centro) e Arthur Lira (à direita) durante cerimônia da abertura do ano legislativo 2024. FOTO: Divulgação/Congresso Nacional

Na abertura do ano legislativo de 2024, o presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), apresentou as principais pautas que receberão atenção prioritária nas duas casas legislativas ao longo do ano. Dentre os temas destacados, figuram a regulação do uso de inteligência artificial, a reforma das regras eleitorais e a limitação de decisões monocráticas dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante o discurso, Pacheco ressaltou o compromisso em aprimorar a atuação dos poderes da República, incluindo Executivo e Judiciário. Ele destacou a importância do diálogo e do respeito mútuo como elementos essenciais para garantir maior segurança jurídica e, consequentemente, promover o progresso social e econômico nacional.

Congresso busca ‘Equilíbrio entre poderes’

No ano anterior, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que visa limitar as decisões monocráticas e os pedidos de vista dos ministros do STF. As decisões monocráticas referem-se àquelas tomadas por apenas um magistrado de maneira provisória.

Rodrigo Pacheco enfatizou que a atuação equilibrada dos poderes é fundamental para assegurar a execução eficaz das políticas voltadas para o desenvolvimento do país e o bem-estar da população. Ele ressaltou o papel democrático do Congresso como o principal bastião da democracia brasileira, destacando o controle externo exercido pela sociedade sobre o Legislativo, que se manifesta decisivamente a cada eleição.

Além disso, o senador defendeu a proteção dos mandatos parlamentares como uma forma de garantir a liberdade no país. “Proteger os mandatos parlamentares é proteger as liberdades, como a liberdade de consciência, religiosa, e de imprensa. É assegurar a tão necessária liberdade de expressão, que não se confunde com a liberdade de agressão”, afirmou, sendo aplaudido pelos parlamentares presentes.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), também fez pronunciamento anteriormente, garantindo que a Casa não permanecerá inerte neste ano, especialmente diante das eleições municipais agendadas para outubro.