Virou Lei: atendimento psicológico a mulheres mastectomizadas no AM

0
556
Mulheres mastectomizadas agora têm assegurada a assistência psicológica no âmbito do Sistema Estadual de Saúde do Amazonas.
FOTO: Laís Pompeu/Fcecon

Até a primeira semana de maio, foram realizadas 72 mastectomias no estado

Mulheres mastectomizadas agora têm assegurada a assistência psicológica no âmbito do Sistema Estadual de Saúde do Amazonas. A lei, sancionada pelo governador Wilson Lima, aplica-se a todas as mulheres que passaram por cirurgia em unidade pública de saúde. O objetivo é reduzir sequelas decorrentes do processo cirúrgico.

A cirurgia de mastectomia é um tratamento em que a mama é retirada total ou parcialmente. No ano passado, 300 mastectomias foram realizadas na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). Neste ano, de janeiro até a primeira semana de maio, foram 72.

De acordo com a mastologista e chefe do Serviço de Mastologia da FCecon, Hilka Espírito Santo, alguns pacientes necessitam de atendimento psicológico desde o pré-operatório, durante a internação e no pós-operatório.

“A hora em que a mulher mais precisa de um apoio é na hora do diagnóstico. A autoestima fica prejudicada. A psicologia tem o poder de acolher a mulher nesse momento tão difícil, que é receber um diagnóstico de ter que remover a mama”, explica Hilka.

Acompanhamento – Durante as consultas na FCecon, o serviço de psicologia acompanha o atendimento nos ambulatórios junto aos médicos mastologistas.

Caso seja identificado, durante a consulta, que há necessidade de um acompanhamento psicológico também para a família, é feita a solicitação e realizado o serviço. O objetivo é que a paciente se sinta acolhida.

Tratamento – Os exames periódicos são fundamentais para garantir o tratamento precoce, de acordo com a mastologista Hilka Espírito Santo. “O serviço de psicologia faz parte do atendimento multidisciplinar e humanizado, para que mulheres encontrem o apoio necessário para não enfrentarem, sozinhas, um momento tão delicado que é a mastectomia”, disse.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), do Ministério da Saúde, “a mamografia de rastreamento – exame de rotina em mulheres sem sinais e sintomas de câncer de mama – é recomendada na faixa etária de 50 a 69 anos, a cada dois anos”.

Leia mais:
Ação social arrecada alimentos para mulheres vítimas de abusos
Virou Lei: Sigilo de informações de mulheres vítimas de violência
Prefeitura oferta 100 vagas para palestra sobre violência doméstica

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui