62,5% das mortes por covid são de pessoas não vacinadas ou com doses atrasadas

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Houve aumentos nas taxas de ocupação de leitos de UTI Covid do Amazonas, passando de 75% para 80% (Foto: DPE/Divulgação)

O Amazonas registrou, de janeiro a 3 de fevereiro deste ano, 152 mortes causadas pela Covid-19, sendo 62,5% de pessoas não vacinadas ou com o esquema vacinal incompleto. Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), obtidos por meio da Fundação de Vigilância em Saúde – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).

Dos 152 óbitos confirmados, 35 (23,02%) são de pacientes que não tomaram nenhuma dose dos imunizantes disponíveis; 60 (39,5%) são de pacientes com esquema vacinal desatualizado (com aplicação de doses atrasadas); e 57 (37,5%) são de pacientes com esquema vacinal atualizado.

“Esses números confirmam que a gente está no caminho certo, incentivando a vacinação. Para isso, nossas equipes da área de saúde têm ajudado as prefeituras com mutirões, na carreta da vacina e em tantas outras iniciativas que o Estado tem apoiado, como a vacinação em shoppings, supermercados, nas quadras das escolas de samba. Tudo isso porque sabemos que essa é a arma mais poderosa contra a Covid-19”, ressaltou o governador Wilson Lima.

Para o secretário de Estado de Saúde, Anoar Samad, os dados mostram a eficácia dos imunizantes. “O levantamento comprova que a vacinação contra a Covid-19 é decisiva para definir o agravamento do paciente, se ele terá sintomas leves ou precisará ser internado em um leito clínico ou de UTI. Além disso, a comorbidade continua sendo um agravante e aumenta o risco de o paciente evoluir a óbito”, afirmou.

A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, reforçou que, além da atualização do esquema vacinal, é necessário também manter as medidas não farmacológicas.

“As pessoas mais vulneráveis ao vírus, permanecem os maiores de 60 anos e com comorbidade associadas, por isso é tão importante evitar a exposição desnecessária ou quando necessário fazer o uso de máscara de proteção respiratória e a higienização constante das mãos”, reforçou Tatyana.

Perfil – Das 60 pessoas que vieram a óbito com esquema vacinal atrasado, 51 apresentavam comorbidades, entre elas: diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica (HAS), doença cardiovascular crônica, obesidade, doença renal crônica, neoplasia de pulmão, sequela de acidente vascular cerebral (AVC), cardiopatia, síndrome de Down, alzheimer, doença hepática crônica, síndrome da imunodeficiência adquirida (Sida), tuberculose, imunodeficiência, pneumopatia e hipotireoidismo.

Entre os 57 óbitos registrados de pessoas com esquema vacinal atualizado, 54 apresentaram alguma comorbidade, como: asma, doença hematológica crônica, HAS, doença renal crônica, cardiopatia, epilepsia, síndrome de Down, pneumopatia crônica, HIV, doença neurológica crônica, imunodeficiência, doença de Parkinson e obesidade e neoplasia metastática.

(*) Com informações da assessoria

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