Órgãos ambientais e de segurança agem contra invasão de garimpeiros no AM

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(Foto: Reprodução/Silas Laurentino)

O presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Juliano Valente, disse ao site BNC Amazonas que os órgãos de segurança e ambientais devem definir hoje (24) o plano contra a invasão de garimpeiros no município de Autazes, no rio Madeira.

Hoje mesmo a publicação do site está sendo enviada à presidência nacional do PT pelo ex-senador João Pedro Gonçalves, do Amazonas. Conforme ele, essa ação dos garimpeiros é agressiva e violenta, e por isso é inaceitável.

“Estou querendo lançar um movimento SOS rio Madeira e suas populações porque essas balsas jogam mercúrio nos rios e contaminam a água e os peixes. É uma contaminação, uma poluição, uma violência brutal”, afirmou.

De acordo com Valente, a reunião de hoje, no recém-inaugurado Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas, do Ipaam, é para unir esforços municipais, estaduais e federais para solucionar o problema causado pelos garimpeiros.

Dessa forma, órgãos como o Ibama, a Polícia Federal, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) discutem com o Ipaam o plano para ação no rio Madeira.

A Marinha, por exemplo, já avaliou as imagens do BNC Amazonas e geradas pelo satélite do Ipaam. Como resultado, deve agir para que a “cidade flutuante” dos garimpeiros não prejudique a navegação no rio.

Segundo imagens exclusivas mostradas no site neste dia 23, cerca de 300 balsas dos garimpeiros tomam uma área no rio de cerca de cinco quilômetros.

O Madeira é o principal afluente do rio Amazonas nessa região e responsável por boa parte do escoamento dos produtos da Zona Franca de Manaus (ZFM) até Rondônia. E de lá, por via terrestre, para o restante do país.

Providência de Autazes

Enquanto isso, o prefeito de Autazes, Andreson Cavalcante (PSC), também acionou os órgãos ambientais, via Ipaam, para conter a invasão garimpeira e os prejuízos que deixa ao município.

“Não podemos permitir que essa atividade, que é ilegal, coloque em risco a vida dos moradores do Rosarinho e, consequentemente, de toda a região”.

Conforme o prefeito, a população está assustada com a invasão e temerosa das consequências. Por exemplo, do contágio pelo coronavírus (covid), que embora controlada no município, ainda continua ativo.

Por isso, Cavalcante mandou instalar barreira sanitária na pequena estrada que liga a sede de Autazes à localidade do Rosarinho, na beira do Madeira.

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