AM deve vacinar 10 vezes mais para controle da pandemia

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(Foto:Prefeitura de Manaus)

É consenso que a vacinação no Brasil precisaria ocorrer em um ritmo bem mais rápido para controlar o aumento no número de casos do novo coronavírus. Um estudo do Grupo Ação Covid-19 mostra que o Amazonas deveria vacinar mais de 40% de sua população para controlar a pandemia. O Estado vacinou, até agora, 4,66% com as duas doses do imunizante.

A velocidade necessária para conter o avanço da pandemia varia de Estado para Estado, em função de fatores como a eficácia da vacina utilizada e os números de casos, óbitos e recuperados. 

O estudo Sob que condições a vacinação pode controlar a pandemia no Brasil?”, aborda que as vacinas tem um grande potencial no controle da transmissão do coronavírus em conjunção com as medidas de prevenção (como o uso de máscaras, o isolamento e distanciamento social). “No entanto, a grande maioria dos estados enfrenta dificuldades com o aumento no número de casos e a escassez de vacinas, apontando a necessidade de focar os esforços de distribuição dos imunizantes a locais em situações mais urgentes”, diz o texto.

Para a realização do estudo, foi desenvolvido um método para avaliar a proporção aproximada da população que deverá ser vacinada a fim de controlar o avanço da Covid-19 nos diferentes estados brasileiros ao longo do tempo. Foi calculado o número de reprodução básico, R0 e realizados dois exercícios utilizando a vacina CoronaVac.

Em março, após um ano de tentativas de controle da doença, o vírus já causou a morte de mais de 2,7 milhões de pessoas em todo o mundo, e infectou mais de 113 milhões. Em novembro de 2020, as vacinas contra o coronavírus – a principal “ferramenta” para conter a pandemia – receberam aprovação de emergência e começaram a ser produzidas e distribuídas mundialmente. 

“No Brasil, a vacinação dos grupos prioritários iniciou-se no dia 19 de janeiro de 2021 e, após 2 meses de campanhas, apenas 1,85% da população recebeu as duas doses do imunizante (Painel COVID-19 no Brasil, 2021), em um cenário de escassez de vacinas”, relata o estudo.

O documento do Ação Covid-19 diz ainda que “o número de casos de Covid-19 poderiam ter mostrado uma tendência de queda contínua, caso o país tivesse assegurado contratos de compras de vacinas e iniciado a vacinação em massa em Dezembro, como inicialmente divulgado pelo governo federal”.

Sobre o grupo

O Ação Covid-19 é um grupo interdisciplinar de pesquisadores dedicados a entender como a desigualdade afeta a evolução da pandemia no Brasil. Dependendo das condições de vida no seu bairro ou território, você pode estar mais exposto ou mais protegido ao vírus.

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Por Cíntia Ferreira, do Portal Projeta

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