Chegada de 2,3 mi do kit intubação alivia carência nos municípios

0
227
A chegada ao Brasil de 2,3 milhões do kit intubação para o Sistema Único de Saúde (SUS) diminui a preocupação de 17,5% dos 5.570 municípios.
Foto: IG Saúde/reprodução

A chegada ao Brasil de 2,3 milhões do kit intubação para o Sistema Único de Saúde (SUS) diminui a preocupação de 17,5% dos 5.570 municípios.

Os prefeitos de 975 cidades manifestaram, em pesquisa, preocupação com a falta do kit para atender a infectados graves com o coronavírus (covid-19).

A pesquisa semanal do Observatório da Covid-19, nos municípios brasileiros, revela que nas 975 cidades há o risco iminente de faltar medicamentos do kit intubação.

A pesquisa foi feita, no entanto, antes da chegada ao Brasil, nessa quinta-feira (15), de 2,3 milhões de kit.

Os medicamentos vieram da China e foram comprados por um pool de empresas. São elas: Engie, Itaú Unibanco, Klabin, Petrobrás, Raízen, TAG e Vale. No total, são 3,4 milhões de unidades a serem entregues ao governo brasileiro.

Entre os quase 3 mil municípios brasileiros que participaram da sondagem semanal – os demais não responderam ao questionário – 109 estão na Região Norte.

Desses, 68 (62,4%) responderam que não há risco de os hospitais municipais ficarem sem o “kit intubação”. Apenas 30 cidades (27,5%) estão com o problema.

Na mesma região, 85,3% dos municípios participantes da pesquisa disseram que não há risco de falta de oxigênio nos hospitais; 69,7% atualizam os dados da vacinação diariamente; 54,1% afirmam que guardam vacina para aplicar a segunda dose e 94,5% dizem que, se recebessem mais vacinas, têm estrutura para aumentar o programa de imunização.

Mais de 2,8 mil gestores municipais, em todo o país, confirmaram a informação de capacidade para aumentar as imunizações, se a quantidade de vacinas disponíveis nos municípios fosse maior.

Ministério da Saúde

Equipes do Ministério da Saúde já estão prontas para iniciar a distribuição dos “kit intubação”.

Como já estão no Brasil, os medicamentos serão rapidamente enviados para todos os estados e Distrito Federal.

“Com base em experiências anteriores, a expectativa é de que em menos de 48 horas os medicamentos sejam distribuídos para todos os estados”, ressaltou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz.

Participação do Amazonas 

A participação do estado do Amazonas nesta quarta edição da pesquisa semanal do “Observatório da Covid-19” foi muito baixa.

Dos 62 municípios, somente sete participaram da pesquisa. A CNM não divulga o nome das cidades e gestores participantes.

Seis cidades amazonenses responderam que não há risco de faltar medicamentos do “kit intubação”. Em apenas um município a situação é grave.

Também não risco de faltar oxigênio nos hospitais dos sete municípios que responderam à pesquisa semanal da CNM.

Dados da vacinação 

Quando questionados sobre a atualização de dados sobre a vacinação, quatro municípios amazonenses responderam que informam, diariamente, as autoridades de saúde; três responderam que não, e um município deixou de responder à pergunta.

Sobre o estoque de vacinas para esperar a segunda dose, cinco municípios disseram que realizam esse procedimento e dois responderam que guardam vacinas.

Os sete municípios amazonenses responderam que se a Secretaria Municipal de Saúde recebesse mais vacinas, teria estrutura (transporte, armazenamento, locais e pessoal) para aumentar a vacinação.

Baixa cobertura vacinal 

E por causa de especulações acerca da hipotética baixa cobertura vacinal dos municípios do interior do estado do Amazonas, a Associação Amazonense de Municípios (AAM) veio a público se manifestar.

Para a entidade, o Plano Nacional de Imunização (PNI), por se aplicar a todo o território nacional e ter uma abordagem genérica, mostra-se incompatível com as especificidades do Amazonas.

“O PNI possui caráter de determinação e não de recomendação. Não há espaço para adequações às diversidades de um país continental como o Brasil”, disse o presidente da AAM, Jair Souto.

Sem estrutura

Em seguida, Souto afirma que mesmo o governo do estado reconhecendo as dificuldades logísticas regionais, no processo de aprovação do Plano Estadual de Imunização, não houve diálogo com os prefeitos.

De acordo com a entidade, os pequenos municípios do Amazonas não possuem estrutura, recursos e pessoal capacitado para realizar a logística de transporte de vacinas, operacionalizar a vacinação em seu território e alimentar os sistemas de informação e transparência. Soma-se a isso a precariedade da internet e a lentidão dos sistemas.

Sugestões 

Diante de todas as necessidades e limitações dos municípios, a AAM solicita que:

• Na execução do PNI, seja criada uma colegiada local –composta pelas prefeituras, Câmaras Municipais, Poder Judiciário, Ministério Público, forças policiais e Conselhos Municipais de Saúde – para decidir sobre eventuais adequações à realidade local. 

• O Governo do Estado do Amazonas se responsabilize pela entrega das vacinas às prefeituras nas sedes de seus municípios, bem como a União entrega as doses em Manaus. 

• As Forças Armadas ampliem, através da FAB, sua atuação na entrega das vacinas nos municípios. 

• Haja uma ampliação do diálogo federativo, em caráter apartidário e priorizando a participação dos prefeitos na construção das decisões colegiadas.

Leia mais:
O que é o ”kit intubação” e qual o impacto de faltar
Projeto prevê exigência de comprovante de vacina para acesso a serviços
Covid-19: saiba o que os planos de saúde precisam cobrir

Mais informações.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui