Falta vacina pentavalente em postos de saúde no Amazonas

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Como o Brasil ainda não produz a pentavalente, é preciso importá-la. (Foto: Reprodução SemCom)

Postos de saúde do estado do Amazonas estão temporariamente sem estoque de vacina pentavalente. A informação é do Programa Nacional de Imunização (PNI), que afirmou que a situação deve ser normalizada a partir do mês de novembro. Em média, 18 mil doses de pentavalente foram aplicadas por mês, em todo o estado, em 2018.

A vacina pentavalente deve ser ministrada em recém-nascidos, que precisam receber três doses do imunizante: aos dois, aos quatro e aos seis meses de vida. Ela protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e meningite causada pela bactéria Haemophillus influenzae.

De acordo com a coordenadora estadual do PNI, enfermeira Izabel Nascimento, um pedido de 60 mil doses de pentavalente foi enviado nesta segunda-feira (30) ao Ministério da Saúde (MS). Uma solicitação já havia sido feita no início de setembro diante da baixa quantidade armazenada. A pasta comunicou ao PNI que uma remessa com 10 mil doses deve chegar à capital amazonense nesta terça (1º).

Após o recebimento dessas vacinas, a coordenadora explicou que elas serão distribuídas para os 62 municípios do estado. “Vamos fazer um levantamento de quais cidades ainda possuem estoque, para então, determinar a quantidade que será enviada para cada um”, disse.

Em Manaus, algumas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ainda possuem estoque reduzido da vacina, porém não é aconselhável passar uma lista de locais à população.

“Não podemos direcionar quais unidades ainda têm, pois o estoque é muito dinâmico. Em um momento tem e, em outro, não tem mais”, pontuou a Diretora do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica da Semsa, enfermeira Marinélia Ferreira.

A orientação da diretora é para que, caso os pais não encontrem a pentavalente em alguma UBS, se encaminhe para outra unidade.

Abastecimento

O Ministério da Saúde, responsável por garantir o abastecimento de vacinas no país, informou que a escassez do imunizante se deve ao fato de que um lote, adquirido por intermédio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), foi reprovado em testes de qualidade feitos pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Conforme a pasta, não há disponibilidade imediata da vacina com outros fabricantes internacionais. Como o Brasil ainda não produz a pentavalente, é preciso importá-la.

*Com informações do G1

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