Justiça obriga concessionária de energia a manter Hospital de Balbina

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Crédito: Bruno Kelly

Através de uma decisão judicial o Hospital de Balbina continuará com seus serviços à população da Vila de Balbina, zona distrital do município de Presidente Figueredo.

A decisão foi publicada pela Comarca de Presidente nesta quinta (28) e considerou que seria muito danoso à população, que vive a 70km da sede do município, a suspensão do serviço hospitalar. Caso a empresa descumpra a determinação, a multa aplicada será de R$ 10 mil reais por dia.

O hospital e tinha suas atividades anunciadas como encerradas pela Eletrobrás Amazonas Geração e Transmissão (GT), órgão responsável por administrar o hospital desde sua criação nos anos 1970 quando o objetivo era atender os funcionários da Eletronorte e dos operários envolvidos na construção da Usina Hidrelétrica de Balbina.

O anúncio havia sido feito pelo gerente da Usina Hidrelétrica (UHE) Milton Menezes, na última quarta-feira (20), na Câmara de Vereadores de Presidente Figueiredo durante uma Audiência Pública. Na unidade foi fixado um comunicado da Eletrobrás Amazonas Energia informando a paralisação das atividades pra essa sexta-feira (29).

Intervenção da Prefeitura

Na última terça-feira (26) a Eletrobrás GT informou, através de nota, que estaria negociando com a Prefeitura de Presidente Figueiredo para garantir a manutenção da estrutura necessária da unidade ambulatorial.

Com a privatização da empresa, o intuito era passar a responsabilidade da unidade para o poder municipal, precarizando o serviço já que os moradores colecionam reclamações do único hospital existente na sede do município, em Presidente Figueiredo.

O hospital da Vila de Balbina atende as demandas de aproximadamente oito mil habitantes, entre zona rural e urbana, sendo elas: Vila Balbina, Ramal da Morena, Bela Vista, Macaca Bóia, no Rio Uatumã; pela AM-240, desde a Comunidade São Miguel km 50, Nossa Senhora de Nazaré km 62, Fé em Deus km 66 e todos que moram no Lago de Balbina.