Governo firma contratos para levar energia do ‘Tucuruí’ para Parintins

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O governo federal assinou nesta segunda (25) os contratos de concessão para a construção de novas linhas de transmissão de energia elétrica. Entre eles o que garante a interligação da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, com o município de Parintins.

A usina de Tucuruí, construída durante a ditadura militar, é a terceira maior do país, atrás apenas das hidrelétricas Itaipu, no Paraná, e Belo Monte, também no Pará. Ela localiza-se no rio Tocantins, a 310 km da capital Belém (PA).

Cerca de 32 mil pessoas foram deslocadas de suas moradias para construção da barragem, e há mais de 30 anos lutam para garantir direitos.

Desse grupo de atingidos fazem parte quilombolas, indígenas de sete etnias, camponeses, ribeirinhos e pescadores artesanais.

Assassinato de ativistas

Na última sexta-feira (22), a Polícia Civil registrou um triplo homicídio ocorrido na zona rural de Baião, nordeste do Pará. Entre as vítimas, estava Dilma Ferreira Silva, 47 anos, atingida pela hidrelétrica de Tucuruí (PA) e coordenadora regional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) na região desde 2005.

Além dela, foram mortos o marido, Claudionor Costa da Silva, de 42 anos, e Hilton Lopes, de 38, amigo do casal. O crime ocorreu na própria casa de Dilma, no assentamento Salvador Allende.

Logo após receber a denúncia, o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), Helder Salomão (PT/ES) solicitou providências ao governador do Pará, Helder Barbalho ao secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Ualame Machado e para o procurador-geral de Justiça, Glberto Martins.