Semed descarta retorno das aulas 100% presenciais em Manaus

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“Não há previsão de retorno. Só pensaremos nisso quando tivermos todos os professores completamente imunizados com a segunda dose aplicada”.
Aulas presenciais na rede pública em Manaus sem previsão de retorno, segundo informa secretário (Foto: Cleomir Santos/Semed)

O secretário municipal de Educação Pauderney Avelino descartou o retorno de aulas 100% presenciais nas escolas da rede pública em Manaus na segunda-feira (2). O Portal de notícias Atual, apurou que em reuniões com chefes das DDZs (Divisões Distritais Zonais) realizadas a partir de 23 de julho foi decidido o retorno para o dia 2 de agosto. A data estava mantida até segunda-feira (26).

Nessas reuniões ficou decidido que as aulas 100% presenciais seriam realizadas de segunda a quinta-feira. A sexta-feira seria dedicada a hora de trabalho pedagógico.

“Não há previsão de retorno. Só pensaremos nisso quando tivermos todos os professores completamente imunizados com a segunda dose aplicada”, afirmou o secretário. Segundo Pauderney, a retomada será gradual.

Pauderney disse que os professores da rede municipal começaram a ser vacinadas há dois meses. Alguns profissionais que se encaixam em perfis de comorbidades ou prioridades já estão totalmente imunizados.

Para os que ainda não receberam, a aplicação da segunda dose está prevista para começar no dia 7 de agosto, mas o secretário disse que pretende antecipar essa data.

A presidente do Asprom (Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus), Elma Sampaio, afirmou que a entidade não foi convidada a participar das reuniões realizadas pela Semed e não tinha conhecimento sobre o possível retorno para 2 de agosto.

O sindicato é contra a volta às aulas 100% presenciais sem que os alunos também estejam vacinados. “Será um grande absurdo colocar nossos alunos em uma situação de cobaia. A imunização dos professores não significa a imunização dos alunos”, argumenta Elma.

O secretário rebate dizendo que por enquanto não há vacinação em Manaus para faixa abaixo de 18 anos. “Quando abrir a vacinação de 12 a 18 anos, vamos trabalhar para garantir a imunização também dos alunos”, promete Pauderney.

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