Suspensão de feriados: Prefeito nega ‘implicância’ com católicos

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Após suspender feriados, o prefeito de Manaus disse que o ato “não tem qualquer relação com nenhuma matriz religiosa” e “é por segurança sanitária
Prefeito David Almeida disse que tomou medidas para combater a disseminação do novo coronavírus (Foto: Dhyeizo Lemos/Semcom)

Após sancionar uma lei que mantém suspensos os feriados de Quarta-feira de Cinzas, da Consciência Negra e de Nossa Senhora da Conceição (padroeira de Manaus e do Amazonas), o prefeito de Manaus disse, na última quinta-feira, 18, que o ato “não tem qualquer relação com nenhuma matriz religiosa” e “é pura e simplesmente para a segurança sanitária do povo de Manaus”.

“Em função desse ano atípico e em respeito às mais de 10 mil famílias enlutadas, o município tomou essa decisão de cancelar os feriados, buscando resguardar a vida dos manauaras, inclusive os feriados católicos. Refirmo o meu respeito a toda as religiões e reforço que a suspensão dos feriados não tem qualquer relação com nenhuma matriz religiosa, e é pura e simplesmente para a segurança sanitária do povo de Manaus, pela pandemia que vivemos. Tão logo esse momento passe, todos os feriados voltarão a sua normalidade”, disse Almeida.

No início deste mês, o prefeito enviou um projeto de lei aos vereadores da CMM (Câmara Municipal de Manaus) revogando uma lei sancionada pelo ex-prefeito Arthur Neto que autorizava apenas esses três feriados – outros cinco continuaram suspensos. Na justificativa do projeto, Almeida afirmou que trata-se de “uma medida mais rigorosa de isolamento social e de enfrentamento ao Covid-19 que se impõe”.

Na CMM, o projeto tramitou em regime de urgência e foi aprovado, por unanimidade, na última segunda-feira, 15. Os vereadores argumentaram apenas que se tratava de medida para combater aglomeração de pessoas no feriado carnavalesco. No entanto, o feriado da Consciência Negra só ocorre em novembro, e o de Nossa Senhora da Conceição, em dezembro.

Procurado pela reportagem, o arcebispo de Manaus, Dom Leonardo Steiner, não quis comentar o ato de David Almeida.

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