Bolsonaro diz que indígenas trocam uma tora de madeira por Coca-Cola

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Em live Bolsonaro (sem partido), questionou a existência, em alguns locais, de indígenas que trocariam uma tora de madeira por uma Coca-Cola ou cerveja.
Foto: Marcello Casal Jr/ABr - Ilustração

Em live transmitida na noite desta quinta-feira, 19, na presença do superintendente regional da Polícia Federal do Amazonas, Alexandre Silva Saraiva, e do ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido), chegou a questionar a existência, em alguns locais, de indígenas que trocariam uma tora de madeira por uma Coca-Cola ou por uma cerveja.

Desconcertado, o superintendente respondeu ao presidente: “Já aconteceu de a madeira em terras indígenas ser retirada por valores pífios, até mesmo por indígenas”, disse o delegado.

No entanto, segundo Alexandre Saraiva, a grande causa do desmatamento está ligado à fraude do processo administrativos que foram gerados em anos anteriores. Segundo o delegado, os desmatamentos de hoje vêm se processos administrativos que autorizaram esses desmatamentos por ameados em 2010.

“Nós não temos um desmatamento atrelados a processos recentes. Nós temos um desmatamento resultante de processos muitos antigos. Mas, o ano que bateu todos os recordes de autorização de desmatamento, foi de 2018, assim como em 2017”, disse o delegado.

Conforme Saraiva, os processos levam uma confusão devido ao fato de as pessoas se declararem como agricultores, par grilar a terra e poder gerar um documento.

Perguntado do presidente Bolsonaro se em algum país a madeira do Brasil chega a preço de madeira compensada, o delegado informou que, sim, que na América do Norte, o Ipê que leva de 400 a 1,4 mil anos para se formar, é negociada a preços de compensados e pinos, que são árvores que levam entre quatro e cinco anos para se formar.

“Na Europa, o Ipê é negociado como árvore de eucalipto. Da mesma forma, o madeireiro ilegal subtrai o ilegal, retirando essa madeira de terra da União, então, o custo dele, é praticamente zero”, disse o Alexandre Saraiva.

O agente federal explicou que quando o madeireiro ilegal faz isso, ele está inviabilizando o empreendedor que está dentro da legalidade. Segundo o delegado, existe madeireiros ilegais que são egressos do tráfico de drogas. “Isso acontece bastante no Amazonas”, salientou o delegado.

Saraiva comentou, ainda, sobre a diferença da rastreabilidade do rebanho bovino em relação a madeira, onde existe uma liberalidade. “Agora, a iniciativa brasileira de rastreabilidade da madeira é inédita. Nós vamos dar uma assinatura a madeira, e isso vai agregar valor à madeira brasileira. Vamos poder tirar menos madeira e vender no preço justo”, comentou.

Sobre parcerias com outros países, Alexandre Saraiva disse que espera uma união de esforços de nível policial e científico. “No Amazonas, por exemplo, temos Inpa (Instituto Nacional da Amazônia), que desenvolve um trabalho excelente sobre manejo florestal e tem muitos convênios com universidades europeia, então, a palavra de ordem é colaboração para repressão dos criminosos, seja eles no Brasil ou europeus”, disse o delegado.

Para o ministro da Justiça, André Mendonça, diversos países podem se unir ao Brasil não apenas no discurso, dizendo que mandam um pouco de recurso, mas, impedido que esse material (madeira ilegal), entre e seja comercializado também em outros contextos internacionais.

De acordo com o ministro, no Brasil tem que se ultrapassar a fase de que o que vale é o discurso e não o trabalho. “Tem muita gente que fala muito, emite muita opinião sobre tudo, mas, não entrega aquele resultado que o país espera. Nosso desafio é imenso. Temos que verter uma curva de 30 anos insegurança pública, uma curva de 30 anos de escola pública desconstruída, desprestigiada, e, nessa transição entre o discurso e a prática, temos que primeiro reconhecer o nosso dever de casa, combater o desmatamento ilegal, mas, não adianta a gente combater aqui se outros países não combatem, também, a receptação desse material que chega lá ilegalmente”, criticou o ministro.

Corroborando com o discurso do ministro, o presidente Bolsonaro ressaltou que ano que vem deverá lançar dois concursos, com duas mil vagas para Polícia Federal e duas mil vagas para Polícia Rodoviária.

De acordo com o presidente Bolsonaro, os números do montante de madeira que é exportado por ano, mostram que tudo isso não sai, tão somente de área de manejo, como de terras indígenas e de áreas de proteção ambiental.

“Países hoje nos criticam, em algumas oportunidades até com razão, mas, em outras, não. Quando conseguimos a bons termos nessa questão, vai diminuir o desmatamento”, ressaltou o presidente.

Liberar

De acordo com o presidente Jair Bolsonaro, o governo Federal, em dois anos, entregou mais títulos definitivos do que os governos de 20 anos anteriores. “Então, estamos libertando os sem terra do julgo do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), dando dignidade para o homem do campo”, disse o presidente.

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Com informações do Portal O Poder*

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