Seap utiliza mão de obra carcerária em ampliação de cozinha

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A cozinha do Centro de Detenção Provisória Masculino 1, está passando por ampliação e melhorias pelas mãos dos próprios internos da unidade prisional.
FOTO: Divulgação/Seap

A cozinha do Centro de Detenção Provisória Masculino 1 (CDPM 1), localizado no Km 08 da BR-174 (Manaus-Boa Vista), está passando por processos de ampliação e melhorias pelas mãos dos próprios internos da unidade prisional. Nesta ação, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), juntamente com o Consórcio CGPAM, utiliza a mão de obra de 20 reeducandos inscritos no programa de ressocialização “Trabalhando a Liberdade”.

Serão aproximadamente 40 dias de trabalho 100% desempenhado por detentos, sob a supervisão de agentes de manutenção e o direcionamento de engenheiros profissionais. A cozinha será ampliada para melhorar as condições de trabalho no local e o processo de produção das refeições. O novo espaço terá 650,20 metros quadrados.

“Todos os setores da cozinha serão remanejados para uma nova estrutura, onde será redimensionado o layout da produção e realizadas as adequações sanitárias”, informa o diretor adjunto do CDPM 1, Amsterdam Lima.

A última reforma da cozinha do CDPM 1 foi feita no ano passado. Hoje, 25 reeducandos atuam na cozinha da unidade, que possui uma produção diária de 4.800 grandes refeições e 7.200 pequenas refeições (lanche, café da manhã e ceia). Os alimentos atendem aos colaboradores e internos dos CDPMs 1 e 2.

Capacitação – O diretor adjunto afirma que, para desempenhar os serviços no programa de ressocialização, é requerido que os reeducandos tenham formação nos cursos de capacitação ofertados pela Seap e/ou que tenham obtido experiência na área antes de estarem custodiados.

É o caso do interno Almir* (nome fictício), 59, que trabalha como mestre de obra. “Antes de parar aqui, eu cursei Engenharia Civil por um bom tempo, faltou pouco para eu concluir o curso, mas isso é algo que estou correndo para mudar. Ainda tenho o sonho de fazer mestrado e doutorado”, comenta o reeducando. “No ‘Trabalhando a Liberdade’ além de eu remir minha pena, faço duas coisas que gosto muito: ajudar e ensinar. Para mim é gratificante fazer parte desse programa”.

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Com informações da Seap*

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