Central de Crimes Cibernéticos recebe denúncias de fraudes nas eleições

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O MPF e a SaferNet Brasil disponibilizam sistema na internet que possibilita aos cidadãos apontarem possíveis fraudes eleitorais cometidas na internet.
Biometria não será usada nas eleições e eleitor tem novo canal para denunciar fraudes (Foto: Wilson Dias/ABr)

O MPF (Ministério Público Federal) e a SaferNet Brasil disponibilizam sistema na internet que possibilita aos cidadãos apontarem possíveis fraudes eleitorais cometidas na internet. As denúncias podem ser feitas na Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos. A plataforma reúne informações provenientes da SaferNet e de suas instituições parceiras no Brasil e no exterior, relacionadas a ilícitos praticados na rede.

O objetivo é oferecer mais um canal de representação (denúncia) para os eleitores, além de informações para subsidiar a atuação dos membros do Ministério Público Eleitoral na fiscalização do pleito municipal e no combate à desinformação.

A iniciativa é resultado do acordo firmado em julho entre o MPF e a SaferNet Brasil, com o intuito de monitorar e combater a disseminação de notícias falsas na internet, relacionadas às Eleições 2020.

Ao acessar a Central, os cidadãos poderão selecionar a opção “Fraude Eleitoral” para reportar qualquer tipo de conteúdo encontrado na internet (imagens, vídeos, textos, áudios) que apresente indícios de fraude ou crime eleitoral. Basta o cidadão informar a unidade da federação onde a prática foi verificada, incluir a URL do site e, se achar necessário, adicionar um comentário.

A representação é anônima e passará a integrar o banco de dados da SaferNet. O grande diferencial da plataforma é que, no momento que o cidadão regista sua representação, as imagens e os conteúdos da URL mencionada são gravados, garantindo o rastreio das informações, mesmo que elas sejam apagadas ou editadas posteriormente.

Os dados incluídos na plataforma poderão ser acessados diretamente pelos membros do Ministério Público que atuam na fiscalização das eleições.

Como exemplo de conteúdos com indício de fraude eleitoral estão anúncios de serviços de disparo em massa de mensagens por meio de SMS e aplicativos como WhatsApp, Telegram e similares, assim como a oferta de dados pessoais para uso em campanhas eleitorais. Mensagens enganosas sobre datas, horários e locais de votação, métodos ou requisitos para exercer o direito a voto também podem ser relatados pela plataforma.

Em 14 anos, a plataforma da SaferNet já recebeu e processou mais de 4 milhões de manifestações anônimas, envolvendo quase 800 mil páginas (URLs) distintas, das quais 574,7 mil foram removidas, por conterem irregularidades.

“É imperativo neutralizar a disseminação de informações falsas pela internet para permitir que o eleitor exerça sua escolha com real liberdade e consciência política”, afirmou o procurador-geral Eleitoral (PGE), Augusto Aras, após a assinatura do convênio, em julho.

Para o presidente da SaferNet Brasil, Thiago Tavares, o trabalho em parceria com o MPF coloca o Brasil em sintonia com as melhores práticas internacionais no combate à desinformação, “um fenômeno complexo que precisa ser combatido por meio da cooperação entre a sociedade civil, o Estado e as empresas de tecnologia”.

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Com informações do Portal Amazonas Atual*

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