Lábrea é o quarto maior da Amazônia em desmatamento

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Lábrea tem o 4º maior índice de desmatamento na Amazônia em setembro. O primeiro é São Félix do Xingu (PA), seguido de Porto Velho (RO) e Altamira (PA). 
Foto: reprodução/Alberto César Araújo/Amazônia.org

O município de Lábrea (a 851,9 quilômetros de Manaus) é quarto do país com maior índice de desmatamento na Amazônia em setembro. O primeiro é São Félix do Xingu (PA), seguido de Porto Velho (RO) e Altamira (PA). 

A situação é crítica no município amazonense, sobretudo na região sul onde se concentra a extração ilegal de madeira. Lá, existem também conflitos agrários e atividade de pecuária extensiva. 

Junto a Apuí, Lábrea também aparece entre os municípios amazonenses que mais registram focos de queimadas na região. 

Os dados de alerta foram divulgados, nesta sexta-feira, dia 9, pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).  

Com base nesses dados, o Observatório do Clima ressaltou uma alta no desmatamento. Por esses dados, de maio a setembro, meses de seca, o índice de desmatamento ultrapassou os 100%. Saltou de 576 km² para 1.189 km². 

É o segundo pior da série histórica do sistema de monitoramento Deter-B, com 964 km2. Perde, portanto, apenas para setembro do ano passado, que teve 1.543 km2 devastados. 

“Os satélites indicam mais uma vez que a operação Verde Brasil 2, que completa cinco meses na Amazônia neste fim de semana, fracassou em frear o desmatamento e as queimadas”, diz nota da entidade. 

De acordo com o Observatório, o desmate mais que dobrou nos meses mais secos do ano (maio a setembro). Foi também o período da operação militar do governo Bolsonaro.

Assim sendo, o desmate segue duas vezes maior do que nos três anos anteriores da série. O Observatório reúne diversas organizações ambientais no país.

Números inaceitáveis 

“Os números do desmatamento continuam altos e inaceitáveis. Em setembro, a cada minuto uma área do tamanho de dois campos de futebol foi derrubada de forma ilegal”, protestou Marcio Astrini, secretário-executivo 

“Enquanto o vice-presidente demonstra o mesmo negacionismo sobre a crise ambiental do presidente e do ministro do Meio Ambiente, o crime corre solto na Amazônia, com a certeza da impunidade”, completou. 

De acordo com ele, essa atitude pode até colher aplausos da claque do governo nas redes sociais. No entanto, no mundo real ela produz destruição, evasão de divisas, emissões de carbono e danos comerciais. 

“Como vimos, nesta semana, com a indicação do Parlamento Europeu de que não aprovará o acordo entre a União Europeia e o Mercosul.” 

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Com informações do Portal BNC*

 

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