Manaus não registou mortes por coronavírus em 5 dias de julho

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26 de junho - Funcionário do cemitério Parque Tarumã, em Manaus, em meio ao surto de coronavírus
(COVID-19) — Foto: Bruno Kelly/Reuters

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, julho foi o mês com menos óbitos em decorrência da Covid-19 em Manaus. Por cinco vezes – nos dias 4, 8, 15, 25 e 27 -, a capital amazonense não teve nenhum registro de mortes em decorrência da doença, conforme dados da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM). Dos mais de 103 mil casos confirmados no Amazonas até esta terça-feira (4), mais de 36 mil são de Manaus, que soma mais de 2 mil óbitos.

A capital, que durante o pico de contágio chegou a registrar 79 mortes por Covid-19 em um único dia (15 de maio), fechou o mês de julho com 64 óbitos. Durante o mês anterior, junho, com a redução de novos casos de coronavírus e reabertura do comércio, foram contabilizadas 169 mortes, sendo que apenas no dia 24 não houve registro de óbito pela doença.

A população de Manaus vivenciou os piores dias da pandemia entre abril e maio. Foram 1.067 mortes pela Covid-19, além dos casos de óbito por motivo indeterminado. Antes da pandemia do novo coronavírus, a média nos cemitérios da Prefeitura era de 30 enterros por dia, e chegou a 140 sepultamentos no dia 26 de abril.

Por conta da alta demanda, o principal cemitério público da capital começou a enterrar os caixões em valas comuns, no sistema chamado de trincheira. No dia 17 de junho, a medida foi suspensa e o cemitério voltou a usar covas individuais após redução de mortes.

Especialistas apontam que o atual cenário de constante queda nos números pode ser explicado pela chamada “imunidade de rebanho” – estratégia que parte do princípio de que, uma vez que grande parte da população já tenha sido infectada, indivíduos ainda vulneráveis têm menor chance de contágio.

Cerca de 20% da população já deve apresentar anticorpos da Covid-19, segundo um estudo desenvolvido pelo chefe do Departamento de Matemática da Ufam, professor Dr. Alexander Steinmetz.

A décima edição do boletim do projeto Atlas ODS Amazonas, do Centro de Ciências do Ambiente da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), prevê que Manaus será a primeira cidade do Brasil a “vencer” o novo coronavírus.

De acordo com o estudo, a transição para uma última fase da pandemia está acontecendo mais cedo na capital do Amazonas do que em outros epicentros do país, pois os dados projetam uma redução drástica na velocidade de mortes na cidade, após população passar por interação massiva com a Covid-19.

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Com informações do G1*

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