‘Risco para crianças e adultos é o mesmo’, diz diretora da FVS

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Não há previsão para retomada de aulas na rede pública (Foto: Elza Fiúza/ABr)

A diretora-presidente da FVS (Fundação de Vigilância em Saúde) Rosemary Pinto, disse que os riscos de infecção pelo coronavírus para as crianças e adultos é o mesmo ao ser questionada sobre o retorno das aulas na rede pública no estado.

“O risco para crianças e o risco para professores é o mesmo da população, o vírus circula. Se a população continuar descumprindo as medidas, ela vai contrair o vírus no shopping, no comércio de rua, na empresa em que trabalha. Então, não tem porque a gente dizer que só existe o risco na escola, o risco está em todo o lugar”, disse.

Segundo Rosemary, a FVS ainda não recebeu as versões finais dos planos de retorno das aulas tanto da Semed quanto da Seduc, mas confirmou que o rodízio de alunos deve acontecer, assim como o sistema híbrido (presencial e virtual). “Todos os aspectos referentes à segurança de alunos e professores e demais trabalhadores da escola está sendo avaliado, inclusive a questão de rodízio entre aulas, uma limitação de ocupação do número de vagas por sala. Não vamos permitir retorno de 100% dos alunos, vai ser em rodízio mesmo, com aulas presenciais e à distância”, disse.

Ela disse estar apreensiva com a falta de conscientização das pessoas que estão relaxando no cumprimento das medidas de higiene. “O que nós vemos é o descumprimento das orientações sobre uso de máscara e aglomeração. Todos os casos em crianças aconteceram porque os pais, os adultos, levaram para elas, ou saíram com os pais para lugares aglomerados. É necessário que a população se conscientize de que a saúde de cada um de nós depende de cada um de nós”.

Com as tratativas sendo feitas para o retorno das aulas e já com escolas particulares em funcionamento, apenas 6,37% de crianças e adolescentes entre 1 e 18 anos foram infectadas pelo coronavírus, considerando os números registrado até 20 de julho no Amazonas, que foram 91.389 mil casos. Os dados podem ser visualizados no site da FVS.

Adolescentes entre 13 e 18 anos foram os mais afetados até o momento, com 2.920 casos registrado até o dia 20, depois vem as crianças entre 5 e 9 anos, com 1.085 casos. Em números totais são 5. 826 crianças e adolescentes que já foram infectadas pela doença.

O doutor Marcus Vinitius Guerra, da FMT (Fundação de Medicina Tropical), considera que essa faixa etária está suscetível ao vírus, justamente por ter sido pouco atingida até o momento, ele defende o uso de testes em estudantes e professores antes do retorno das aulas.

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Com informações do Portal Amazonas Atual*

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