Produção da vacina de Oxford pode começar em dezembro no Brasil

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(Foto: reprodução)

O diretor-executivo de relações corporativas da AstraZeneca no Brasil, Jorge Mazzei, do grupo farmacêutico anglo-sueco para o qual a vacina de Oxford contra o novo coronavírus foi licenciada, anunciou nesta quarta-feira (1º) que, caso a vacina desenvolvida pela universidade britânica se comprove eficaz nos testes preliminares que estão sendo realizados no país, a produção da vacina começara ainda este ano, mas precisamente no mês de dezembro, no Brasil. A informação foi dada por Mazzei durante audiência pública da Câmara dos Deputados.

De acordo com Jorge Mazzei, o acordo firmado com o governo brasileiro prevê que quando a vacina da Covid-19 se comprovar eficaz e segura, já haja a matéria-prima para a produção imediata pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).  O Brasil é o primeiro país fora do Reino Unido a iniciar a fase três de testes com a vacina de Oxford, o que começou a ocorrer em junho no país. O objetivo é testar ao todo 5 mil voluntários brasileiros, a partir de uma parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Metade dos voluntários que participam dos testes vão receber a vacina experimental e a outra metade um ativo comparador. Os voluntários serão acompanhados durante um ano, mas com avaliações preliminares periódicas de eficácia. “Entre os meses de outubro e novembro, esperamos já ter resultados preliminares de eficácia a partir dessa análise dos pacientes brasileiros e do Reino Unido”, disse a diretora-médica da AstraZeneca Brasil, Maria Augusta Bernardini, que também explicou que a vacina está na fase três de testes, de ensaios clínicos em humanos, e que é estágio de desenvolvimento mais avançado em relação a outras vacinas pesquisadas no mundo contra o novo coronavírus.

Após a conclusão destes primeiros estudos, prevista para junho de 2021, se a vacina for aprovada e registrada, serão produzidas 70 milhões de doses, com custo de U$ 161 milhões. Segundo a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, a vacina traz esperança para o país, a qual vem da ciência e do Sistema Único de Saúde (SUS), do qual a Fiocruz é parte, que devem ter orçamento garantido.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato disse que já está sendo discutida no âmbito do programa a definição de grupos prioritários para a vacinação contra Covid-19 a partir do quantitativo de 30,4 milhões de doses inicialmente disponibilizadas. As prioridades incluem profissionais de saúde, população idosa e grupos com comorbidades. “As prioridades ainda precisarão ser escalonadas”, acrescentou.

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Por Cíntia Ferreira, do Portal Projeta*
*Com informações da Agência Câmara de Notícias

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