Acidentes por animais peçonhentos têm redução de 14% no Amazonas

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Foto: Ilustração

O número de acidentes com animais peçonhentos no Amazonas chegou a 831 no período de janeiro a março de 2020, em uma redução de 14% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram registrados 968 casos. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (13/04) pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM).

Ainda de acordo com o levantamento, as serpentes seguem como as principais causadoras de acidentes envolvendo animais peçonhentos no estado. De janeiro a março deste ano, FVS-AM registrou 591 acidentes; o que representa 71% do total de casos.

Apesar das serpentes se manterem no topo do ranking de causadores de acidentes por animais peçonhentos, houve uma redução em 15% dos casos por esses répteis no comparativo entre o primeiro trimestre deste ano e o do ano passado, quando foram registrados 699 casos.

O escorpião aparece em segundo lugar entre os animais que mais causam acidentes. O levantamento aponta para 136 acidentes por esse invertebrado. Na lista de causadores de acidentes seguem ainda aranhas (51), lagartas (7) e abelhas (5).

A diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Costa Pinto, ressalta que o maior registro de acidentes por estes animais ocorre nas cheias dos rios. “Os ataques por animais crescem no período das chuvas, pois eles ficam sem abrigo e passam a invadir as casas das pessoas, por isso a atenção deve ser maior nessa época do ano“, alertou.

O médico veterinário Deugles Cardoso, da Gerência de Zoonoses da FVS-AM, aponta para a necessidade das secretarias municipais de saúde do Amazonas de atuarem no combate a acidentes por animais peçonhentos a partir da prevenção.

“Prevenir é sempre melhor para evitar novos casos. É preciso manter a higiene do local e evitar o acúmulo de coisas. É a melhor forma de prevenir esses acidentes”, ressaltou.

Deugles esclarece que os animais peçonhentos estão presentes em diversos ambientes, na maioria rurais, mas também podem aparecer no meio urbano, sendo surucucus e jararacas as mais presentes no Amazonas.

“Muitos dos acidentados são adultos jovens do sexo masculino, e o tratamento é feito com soro antiofídico, que deve ser realizado de maneira específica para neutralizar os efeitos do veneno”, informou.

Números – Os municípios que mais apresentaram notificações de acidentes por animais peçonhentos, durante esse primeiro trimestre de 2020, foram Manaus (90), Itacoatiara (76), Parintins (45), Coari (40) e Apuí (35). No caso da capital do estado, parte dos 90 pacientes é original de outros municípios amazonenses. Em 2019, foram notificados 3.297 casos.

Prevenção – As recomendações para se prevenir de acidentes com animais peçonhentos incluem usar calçados e luvas nas atividades rurais e de jardinagem; examinar calçados, roupas pessoais, de cama e banho, antes de usá-las; afastar camas das paredes e evitar pendurar roupas fora de armários; não acumular entulhos e materiais de construção; limpar regularmente móveis, cortinas, quadros, cantos de parede; vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros e rodapés; utilizar telas, vedantes ou sacos de areia em portas, janelas e ralos; manter limpos os locais próximo das casas, jardins e quintais; evitar plantas tipo trepadeiras e bananeiras junto às casas e manter a grama sempre cortada; e limpar terrenos baldios, pelo menos na faixa de um a dois metros junto ao muro ou cercas.

A FVS-AM recomenda a quem sofrer acidente, por serpente ou por qualquer outro animal peçonhento, que procure imediatamente a unidade de saúde mais próxima. Em Manaus, os atendimentos de pacientes vítimas de acidentes por animais peçonhentos são realizados na Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT/HDV), que é referência de tratamento com soroterapia para esses tipos de acidentes. Os números para contato telefônico da instituição são o (92) 2127-3555, 2127-3401 e 2127-3519.

Com informações da Secom*

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