Osmar Terra defende fala de Bolsonaro: ‘quarentena não resolve’

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Osmar Terra é médico e deputado federal

Em entrevista ao programa “Pingos nos Is”, da rádio Jovem Pan, o deputado federal e médico, Osmar Terra (MDB-RS), criticou as medidas restritivas de isolamento total em alguns estados brasileiros para o combate ao coronavírus e apoiou o pronunciamento de Jair Bolsonaro (sem partido) sobre a pandemia na última terça-feira (24).

“O que o presidente disse é que temos que proteger o grupo de risco. Fechando o comércio estamos quebrando o País. Com quarentena ou sem quarentena, a epidemia dura em torno de 12 semanas. Quarentena não resolve nada, ela não diminui um caso. Os casos vão acontecer independentemente da quarentena porque o vírus está dentro das casas, dentro das famílias”, disse.

O deputado defendeu o isolamento somente do grupo de risco e ressaltou que as medidas extremas tomadas na Itália, epicentro da pandemia na Europa, levaram a uma piora da situação. “A Itália, que criou uma quarentena rigorosa, triplicou a epidemia. As pessoas se contaminaram dentro de casa. [Quarentena] Não resolve. Temos que cuidar do grupo de risco e levar a vida, isso é o isolamento vertical”, defendeu.

Questionado sobre a declaração, por parte de Bolsonaro, de que o brasileiro já está imunizado e que poderia até dar um mergulho no esgoto, Terra rebateu dizendo que qualquer pessoa tem capacidade de imunização, como ocorreu com o H1N1.

“Neste ano, tivemos 790 mortes pelo H1N1 e ninguém fez reportagem especial, não fizeram o alarde que estão fazendo. Acho que o presidente quis dizer que as pessoas são infectadas, adquirem imunidade e nem sabem que tiveram a doença. Pelo menos 99,6% das pessoas que forem infectadas pelo coronavírus não vão sentir nada”, afirmou, sem dizer de onde vêm esses dados.

E complementou: “No H1N1, não tinha idosos na UTI porque eles passaram pela epidemia da gripe asiática na década de 1950 e criaram anticorpos para o vírus do H1N1, que geneticamente é muito parecido. No coronavírus, muitas pessoas não vão manifestar sintomas, estarão contaminadas e, logo em seguida, estarão imunizadas, fazendo a parede protetora para aqueles que não estão”.

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*Reportagem do Portal Uol

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