Papa Francisco se encontra com Lula no Vaticano

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Lula encontra o papa: "conversa sobre mundo mais justo" e meio ambiente

O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou com o papa Francisco nesta quinta-feira (13) no Vaticano. Os dois conversaram sobre um mundo mais justo e fraterno e sobre a questão ambiental. Segundo a assessoria do ex-presidente, a reunião durou cerca de uma hora. Em sua conta no Twitter, o Instituto Lula publicou fotos do encontro e citou a intenção de “discutir e pensar soluções para as injustiças e desigualdades no mundo”. O ex-presidente chegou ao Vaticano por volta das 15h30 no horário local, em automóvel com película escura no vidro.

A Santa Sé informou que não divulgaria um comunicado oficial devido ao caráter privado do encontro. O papa Francisco recebeu a comitiva de Lula, da qual faziam parte Celso Amorim, Cristiano Zanin, o advogado de Curitiba Manoel Caetano e também dois assessores de imprensa. Zanin deu ao papa um exemplar do livro que publicou sobre lawfare e explicou do que se tratava em breves palavras. Lula saiu muito satisfeito do encontro e disse que Francisco é “uma pessoa extraordinária”.

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Foi o primeiro encontro dos dois líderes, que haviam trocado correspondências em 2018, quando Lula cumpria prisão na sede da Polícia Federal em Curitiba. Em entrevista, o ex-presidente destacou os pontos principais da audiência: o combate à desigualdade, que será tema em março de um encontro mundial de jovens economistas convocado pelo papa, e também a questão ambiental. “O mundo está ficando mais desigual e maioria dos trabalhadores está perdendo direitos”, disse Lula. “Muitas das conquistas que tivemos no Século XX estão sendo derrubadas pela ganância dos interesses empresariais e financeiros”. 

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Lula disse, ainda, ter ouvido do papa que, aos 84 anos de idade, “quer fazer coisas que sejam irreversíveis, que fiquem para sempre no seio da sociedade”. Segundo o ex-presidente, a inciativa de estimular a juventude a discutir a nova economia do mundo é uma necessidade. “Isso deve servir de exemplo para o movimento sindical, para outras igrejas e para os partidos políticos do mundo inteiro”.

Por Cíntia Ferreira, do Portal Projeta

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