Música auxilia na aprendizagem da língua inglesa em Manaus

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FOTOS: Érico Xavier/Fapeam

Quem não gosta de ouvir a canção favorita? Seja para cantar, dançar, refletir, relaxar ou até mesmo para praticar alguma atividade física, a música é universal e possui diferentes ritmos e línguas. Em Manaus, a música também tem sido usada como instrumento inclusivo no ensino da língua inglesa, por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

O projeto desenvolvido com 41 alunos do 5º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Professor Waldir Garcia, zona centro-sul, foi coordenado pela professora, Luana Camila Lima, que buscou trazer novas metodologias para facilitar o aprendizado da língua, além de buscar a inclusão dos estudantes refugiados (haitianos e venezuelanos), bem como os estudantes brasileiros com dificuldade de aprendizagem em língua inglesa.

“A escola recebe alunos haitianos e venezuelanos. O projeto surgiu da necessidade de incluir essas crianças no processo de aprendizagem da língua inglesa, por meio da promoção do respeito à diversidade dentro da comunidade escolar. Tive a ideia de utilizar a música como ferramenta de ensino nas aulas, e foi quando surgiu o coral na escola”, disse.

Segundo a professora, o projeto ajudou a melhorar a questão de aquisição de vocabulário, pronúncia, leitura, escrita, além da postura no ato do canto e da expressão corporal.

“Espero que essa iniciativa não pare por aqui, que possamos continuar para atingir mais crianças, e que elas vejam que é possível aprender outro idioma de forma prazerosa e dinâmica, não sendo algo cansativo, mas sim algo que elas possam desenvolver de forma agradável”, relata.

Para a estudante do 5º ano e integrante do coral, Maria Luíza Nascimento, o projeto ajudou no seu desenvolvimento de aprendizagem do inglês. “Eu acho muito legal poder participar desse projeto. O coral me ajudou a desenvolver melhor a pronúncia do inglês. Antes eu não sabia falar quase nada em inglês, e agora já aprendi muitas coisas. O coral me ajudou bastante”.

Esta é a primeira vez que Luana Lima participa do PCE. A professora destaca a importância da música como forte aliada no ensino de outro idioma.

“Eu sempre acreditei na potência das artes. A música vem para trabalhar justamente para que esse processo de inclusão seja mais favorável. A música contribui muito para o processo de aprendizagem de outro idioma, ajuda a desenvolver vocabulário, a pronúncia, também tem a questão de trabalhar em grupo, a empatia. Nós temos alguns alunos autistas, eles têm certa dificuldade de ter empatia com o colega, e a música ajuda nesse processo”, relata.

Metodologia – Para o projeto,  as músicas foram aprimoradas de acordo com o nível de inglês de cada turma. Durante os ensaios, foram trabalhadas as habilidades de escuta, pronúncia, leitura, vocabulário e estruturas gramaticais, juntamente com o conhecimento de técnicas básicas do canto (coral), que pode envolver o aquecimento prévio das vozes.

A identificação dos diferentes tons e notas musicais, os ensaios também tiveram apoio técnico de estudantes do curso de Música da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que auxiliaram na questão de técnicas vocais e aquecimento.

O projeto, que iniciou em julho de 2019, realizou um levantamento para saber quais estudantes tinham dificuldades de aprendizagem para analisar cada caso.

Programa Ciência na Escola – Pioneiro no país, o PCE completou 15 anos. Em 2019, o Programa disponibilizou 2,4 mil bolsas para professores e estudantes da capital e interior do Amazonas. O PCE apoia a participação de professores do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental, da 1ª à 3ª série do Ensino Médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, em projetos de pesquisa a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais do Amazonas e municipais de Manaus.

O PCE é desenvolvido pela Fapeam, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação e Desporto e a Secretaria Municipal de Educação (Semed Manaus).

Com informações da Fapeam*

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