Representantes da Prefeitura esclarecem uso de carro em cena do crime de engenheiro

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A reunião com representantes da Prefeitura de Manaus aconteceu na manhã desta quarta-feira (9).

A reunião com representantes da Prefeitura de Manaus aconteceu na manhã desta quarta-feira (9), após os vereadores da Câmara Municipal de Manaus voltaram atrás na decisão de não cobrar explicações da Prefeitura sobre o uso de carro público na cena do crime de homicídio do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos, e a suposta participação do servidor Elizeu da Paz de Souza. Após rejeitarem o requerimento do parlamentar Chico Preto (PMN) na última segunda-feira (7) e o acusarem de fazer politicagem, os políticos receberam inúmeras críticas nas redes sociais e voltaram atrás da decisão, enviando um ofício à Prefeitura nesta terça-feira (8).

Os esclarecimentos foram iniciados pelo secretário extraordinário de Articulação Política, Luís Alberto Carijó, que disse que se solidariza com a família do engenheiro e de todos os envolvidos no homicídio. “A orientação do prefeito Arthur é de conversar de forma franca, aberta, todas as medidas que foram tomadas. É um dever e uma obrigação nossa de prestar contas aqui nesta casa. (…) É para isso que serve a democracia”, destacou.

O secretário informou aos vereadores que o servidor Elizeu da Paz estava de folga no dia do crime. “Apesar de ser dia de folga do servidor, ele faz parte do processo de segurança da família e do próprio prefeito. E, nesse sentido, não houve nenhuma orientação superior ou do próprio prefeito, até porque no dia deste evento, o prefeito estava em um procedimento no Hospital Adventista e estava inclusive sedado”, contou.

Ainda, de acordo com Luís Alberto, a Prefeitura de Manaus abriu uma comissão de sindicância para investigar o caso. “O carro, a princípio serve o Gabinete Militar. E levantou se houve uso indevido do veículo ou não. Mas quero dizer o seguinte, no Gabinete Militar, na função de segurança, o trabalho é intermitente. Não é só na Prefeitura de Manaus. É lá no Planalto, no Governo do Estado ou em qualquer lugar onde tenha uma autoridade. É uma simetria nacional”, explicou. O secretário ainda acrescentou: ”não houve, a princípio, a utilização indevida se não for pra outra atividade que não de segurança. Nós vamos apurar. Qualquer apuração nós vamos discorrer de forma transparente e clara e, se necessário, haverá punições dentro do rigor da limitação da lei”.

O secretário finalizou a sua participação inicial afirmando desconhecer qualquer tipo de acobertamento no caso. “Essa é uma questão que esta no âmbito do inquérito da Policia Civil. O próprio delegado disse que o prefeito Arthur Neto não tinha nenhum envolvimento neste processo. E, para nós, na medida que vai se deslindando essa história, isso fica mais claro, que o prefeito não teve participação direta no episódio. A única participação que ele fez, foi uma carta em solidariedade a esposa dele e que, infelizmente, gerou um grande mal-estar e um grande mau-entendido”, justificou.

O procurador-geral do município, Dr. Rafael Albuquerque, foi o segundo a falar. Ele utilizou o Decreto nº 2572/2013, que cria o Regimento Interno da Casa Militar de Manaus, para explicar a função do segurança e do órgão público. “É preciso evidenciar, por primeiro, que há um Decreto Municipal que legitima uma segurança pessoal, um acompanhamento de segurança para a pessoa do prefeito, para a pessoa do vice-prefeito e para suas respectivas famílias”, esclareceu.

O procurador ainda fez questão de dizer que neste momento é preciso agir com prudência. “É necessário que qualquer liame com os servidores ou com bens nesse fatídico episódio tenha por premissa que nós temos uma legislação no âmbito do município de Manaus que preconiza essa segurança pessoal. Não estamos aqui a dizer que isso por si só explica o que aconteceu. É um momento de cautela e prudência”, afirmou Rafael.

O vereador Chico Preto, autor do requerimento inicial que pede explicações à Prefeitura e que for descartado, disse, durante a sessão, que não tem mais dúvidas acerca do uso de veículo oficial no caso. “Se eu tinha dúvidas, agora tenho convicção. Há o uso de carro oficial confirmado pelo Carijó. O secretário afirmou, também, que um servidor viajou com o Alejandro, horas depois do crime ter acontecido, tirando o Alejandro da cidade, quando ele era alguém que já estava sendo investigado. A pergunta que faço é: você pode usar um servidor da Prefeitura para tirar da cidade alguém que está sendo investigado? Ele é pago com dinheiro público. É digno isso? A estrutura está envolvida”, questionou.

O vídeo da TV Câmara, da sessão desta quarta-feira, pode ser acessado na íntegra no link https://www.facebook.com/cmmoficial/videos/393691394636105/

Por Cíntia Ferreira, do Portal Projeta

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