Eduardo Bolsonaro volta a dizer que é contra a ideologia de gênero

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“Eu sou contra a ideologia de gênero e sou o deputado mais votado da história do país", afirma Eduardo Bolsonaro (foto: reprodução)

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) participou na última semana de uma audiência pública sobre ideologia de gênero, da Comissão de Educação, na Câmara dos Deputados. Ele começou a sua fala dizendo que os tempos são sombrios e que os defensores da ideologia de gênero “fazem um exercício linguístico, uma flexibilidade na oratória para me convencer de que aquilo que estou vendo não é aquilo”. O parlamentar citou ainda as afirmações da médica Carla Dorgam de que não há base científica alguma para justificar a ideologia de gênero.

Eduardo Bolsonaro também enfatizou que acredita que a maioria das pessoas, assim como ele, é contra a ideologia de gênero. “Eu sou contra a ideologia de gênero e sou o deputado mais votado da história do país. Isso é uma resposta da sociedade. As ‘tiazinhas’ do nordeste, por vezes as vozes delas não são ouvidas, mas elas nos elegeram para que assim nós as representássemos”, argumentou.

O filho do presidente da República também não perdoou o projeto paulista “Dia de Quem Cuida de Mim”, criado no governo Fernando Haddad em 2015, substituindo as comemorações dos dias dos pais e das mães. “É um claro ataque à família. La na ponta, o que eles querem, é acabar com os valores judaicos-cristãos e criar uma sociedade que eles planejaram perfeita”, opinou Eduardo Bolsonaro, que também fez críticas à Globo, especialmente em relação a uma matéria, cujo tema abordava a pedofilia como uma doença crônica.

Durante a audiência pública, Eduardo Bolsonaro ainda fez elogios ao atual ministro da Educação Abraham Weintraub. Ele o chamou de corajoso e disse que tem sofrido diversos ataques por se propor a combater a ideologia de gênero nas escolas. E acrescentou: “certamente o Abraham Weintraub está tentando quebrar essa hegemonia da esquerda que existe nas universidades”.

O parlamentar finaliza sua participação na reunião dizendo que “se não estivessem pessoas como nós aqui, certamente estaríamos vivendo uma espiral do silêncio, sendo massacrados por ideologias que tentam me dizer que o que os meus olhos vêem não é a realidade. A realidade é o que eles dizem para nós. O preço da liberdade é eterna vigilância”.

Assista ao vídeo na íntegra:

Por Cíntia Ferreira, do Portal Projeta

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