‘Desburocratizar não é flexibilizar’, afirma Wilson Lima sobre legislação ambiental

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Governador participou de congresso em São Paulo, na quinta-feira (22). Na ocasião, ele falou sobre queimadas, Zona Franca e desenvolvimento sustentável. (Créditos: Maurílio Rodrigues/Secom)

O governador Wilson Lima participou, nesta quinta-feira (22), em São Paulo, do Congresso Brasil Competitivo, como integrante de um painel de discussões sobre planejamento de uma agenda para o futuro. Ao lado do presidente da Google Brasil, Fábio Coelho e do diretor-executivo de Inovação e Tecnologia da Embrapa, Cleber Soares, ele disse que tem construído uma “relação institucional” com o Governo Federal, no que diz respeito às queimadas e ao desmatamento ilegal na Amazônia.

“O que nós estamos fazendo é construir uma relação institucional para coibir essas ações de desmatamento e evitar que as pessoas, em algum momento, passem a entender que pode se fazer tudo. A legislação, ela tem que ser respeitada”, disse, por meio de assessoria.

Wilson Lima frisou ainda a diferença entre desburocratizar e flexibilizar a legislação ambiental. “Entendendo que nós caminhamos para um processo de desburocratização e isso é importante para desenvolver o país, mas desburocratização não significa flexibilização da legislação, principalmente da legislação ambiental”, afirmou.

“Nós montamos permanentemente um grupo de prevenção e combate às queimadas e incêndios. Só ali na região sul do estado do Amazonas nós temos dois centros multifuncionais e estamos inaugurando mais um centro multifuncional nesse fim de semana, para ajudar nesse controle e também na notificação das pessoas que estão fazendo isso de forma irregular. Inclusive, já identificamos os responsáveis pelo desflorestamento de 100.000 hectares no estado e essas pessoas estão sendo notificadas”, contou.

Segundo ele, as queimadas ilegais no Amazonas estão sendo combatidas e o Estado tem feito o que é possível para punir quem comete crimes ambientais.

Congresso 

O governador do Amazonas foi convidado a participar do evento pelo empresário do setor de siderurgia, Jorge Gerdau, presidente do Conselho Superior do Movimento Brasil Competitivo (MBC). O MBC tem contribuído na elaboração da reforma administrativa do Amazonas alinhada à definição do Plano Plurianual (PPA) 2020-2023.

Diversos líderes do governo federal e de empresas privadas participaram dos debates no Congresso Brasil Competitivo 2019. Entre eles o secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, convidados do setor produtivo, o diretor-geral da CMPC Brasil, Maurício Harger e o diretor-geral Intel Brasil, Maurício Ruiz, que debateram sobre os gargalos logísticos e a infraestrutura digital, concessões e parcerias público-privadas.

Zona Franca de Manaus e sustentabilidade

No painel, Wilson Lima, Fábio Coelho e Cleber Soares discutiram temas fundamentais para construção de uma agenda para o futuro, como tecnologia, infraestrutura e desenvolvimento sustentável. Nesse contexto, o governador do Amazonas defendeu a necessidade de melhorar a vida de quem vive na região amazônica.

“As ações que nós temos tomado são prova disso, dessa nossa preocupação com a preservação do meio ambiente, do desenvolvimento sustentável, da necessidade que a gente tem de avançar, fazer novas frentes econômicas, mover novas matrizes econômicas”, frisou, ao destacar que a manutenção da ZFM é importante e ao incentivar novas atividades econômicas, que gerem emprego e renda, sobretudo, no interior do Amazonas.

Durante o encontro, o governador frisou importância da Zona Franca de Manaus (ZFM) para economia do Amazonas e do país e também como modelo de preservação da Amazônia.

*Informações A Crítica.

 

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