Manaus é capital com maior taxa de desemprego do país

1056
Taxa de desemprego em Manaus foi a maior registrada entre as capitais brasileiras, no 1º trimestre de 2019

A capital do Amazonas, Manaus, é a primeira no ranking de desocupação do Brasil. A taxa, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), bateu os 19,1% e é a maior entre as capitais brasileiras.

Os dados são da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada em 24 de julho, pelo Instituto. A análise é referente ao primeiro trimestre deste ano.

A taxa de desocupação é medida pela quantidade de pessoas que não tinham trabalho no período de referência, mas que estavam à procura. O índice não inclui pessoas que não estavam dispostas a trabalhar no período analisado, por exemplo.

De acordo com o IBGE, de janeiro a março de 2019, Manaus apresentou o maior índice de desocupação, seguido por Rio Branco (AC), com 19,1%, e Macapá, com 18,1%.

Já as capitais mais “prósperas”, com as menores taxas de desocupação, foram: Goiânia (GO) com 7,2%, Campo Grande (MS) com 8,2% e Curitiba (PR) com 8,3%.

Desocupação por estado

Em relação aos estados brasileiros, o Amazonas ficou na 7ª posição do ranking, com 15,9% de desocupação, nos três primeiros meses do ano.

De acordo com a Pesquisa, o estado tinha, no 1º trimestre de 2019, 293 mil pessoas desocupadas. Desse total, 78,2% estavam na Região Metropolitana de Manaus (Manaus e 12 Municípios), ou seja, 229 mil pessoas.

As unidades da federação com os piores percentuais foram a Bahia e o Acre, com 18,3% e 18% de desocupação, respectivamente.

Remuneração

O levantamento também mostra números não muito satisfatórios quando o assunto é o rendimento médio real das pessoas no Amazonas. Esse valor no estado é de R$ 1.698, sendo o 9º mais baixo entre os 26 estados e o Distrito Federal.

A remuneração mais baixa no Brasil foi registrada no Maranhão, que apresentou rendimento médio real de apenas R$ 1.414.

Segundo o IBGE, em Manaus, o rendimento é de R$ 2.134, enquanto no interior do Amazonas a remuneração média mensal é de R$ 1.016.

Maior informalidade do país

Mais da metade dos trabalhadores ocupados no período de análise atuavam no mercado informal, que inclui empregados sem carteira assinada, trabalhador por conta-própria e empregadores sem CNPJ ou contribuição para a Previdência Social, além de trabalhadores domésticos e trabalhador familiar auxiliar.

Ao todo, das 1 milhão 550 mil pessoas ocupadas no Amazonas, 819 mil atuavam como trabalhadores informais no primeiro trimestre do ano. Em suma, 52,8% da população empregada estava na informalidade.

No interior do Amazonas, os números são ainda maiores. Das 530 mil pessoas ocupadas, 380 tinham atuação informal. A quantidade equivale a 71,7% da população ocupada no interior naquela época.

Com esse valor, o interior do Amazonas é o que apresenta a maior proporção
de informalidade dentre os interiores de outros estados brasileiros.

Já em Manaus, das 873 mil pessoas ocupadas, 333 mil estavam na informalidade – um total de 38,2%.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui