7 prédios históricos pra visitar gratuitamente em Manaus

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Símbolo da época áurea da borracha, o Palacete Scholz foi tombado como patrimônio histórico e transformado no Centro Cultural Palácio Rio Negro. (Foto: Tereza Cidade)

Manaus foi uma das primeiras cidades brasileiras a ter luz elétrica, linhas de bonde e água encanada. Conhecida popularmente como ‘Páris dos Trópicos’, a capital do Amazonas vivia intensamente o tempo áureo da borracha, lá no fim do século 19, quando o látex extraído das seringueiras era o protagonista das importações do país.

A riqueza e o luxo permitiram que Manaus vivessem sua Belle Époque, com construções inspiradas nos estilos europeus e influências do estilo Art Noveau.

Com o declínio do preço do borracha, a cidade começou a perder sua importância econômica e, consequentemente, cultural. Hoje, apenas os prédios históricos no Centro nos fazem mergulhar no passado dourado de Manaus.

O Projeta listou sete desses prédios que você pode conhecer gratuitamente. Confira:

1.Teatro Amazonas

Existente desde 1896, é um dos mais importantes teatros do Brasil, e o principal cartão postal de Manaus. Foi consequência do desejo da alta sociedade amazonense da época: que a cidade estivesse à altura dos grandes centros culturais europeus.

De segunda a segunda, você pode visitar e conhecer a história do Teatro gratuitamente. Pessoas nascidas no Amazonas, crianças de até 10 anos e portadores de deficiência não pagam.

Leia aqui sobre oito motivos para você visitar o Teatro Amazonas.

Endereço: Avenida Eduardo Ribeiro, Centro, Manaus.

(Foto: Priscila Oliveira/MTur)

2. Igreja São Sebastião

Construída em 1888, a Igreja com estilo eclético com elementos góticos e neoclássicos pertence aos padres capuchinhos. Seu interior é marcado por painéis e vitrais europeus. As pinturas que cobrem o teto até o altar, incluindo a cúpula e as paredes, foram trazidas da Itália e afixadas no local e são de autoria de Silvio Centofanti, Francisco Campanella e Ballerini.

A fachada da Igreja de São Sebastião tem somente um sineiro, o segundo nunca foi construído.

Alguns historiadores afirmam que o mestre de obras teria fugido com o dinheiro destinado à construção da segunda torre. Outros afirmam que, como estava no fim do ciclo da borracha, não havia mais doadores com dinheiro para terminar a estrutura. E outros mais, dizem que ela vinha da Europa e afundou em um navio, não sendo encomendada uma outra por falta de doadores, com o fim do ciclo de riqueza da cidade.

Funciona de 6h à 00h.

Endereço: Rua 10 de Julho, S/N, Centro, Manaus.

(Foto: Divulgação)

3. Mercado Adolpho Lisboa

Também conhecido como Mercadão, foi construído no período áureo da borracha, em 1883, e é considerado um dos mais importantes espaços de comercialização de produtos e alimentos típicos da região amazônica por causa da variedade de peixes, frutas, legumes e especiarias.

Por ser um dos principais exemplares da arquitetura de ferro sem similar em todo mundo, foi tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional pelo IPAHAN em 1987.

O nome foi uma homenagem ao prefeito da cidade na época de sua construção, feita com material importado da Europa. O mercado teria custado cerca de 360 mil contos de réis (moedas de fina prata), o equivalente a R$ 10,8 milhões nos dias de hoje.

Possui duas fachadas totalmente distintas, uma de frente para o rio Negro e outra para a via pública. Um importante prédio histórico e arquitetônico da cidade, o Mercado Municipal também se destaca hoje como polo cultural e turístico. O prédio foi interditado em 2006 para obras de restauro e foi entregue após sete anos, em 23 de outubro de 2013.

Funciona das 6h às 18h.

Endereço: Rua dos Barés, no Centro Histórico de Manaus.

(Foto: Divulgação)

4. Biblioteca Pública do Amazonas

O edifício-sede da biblioteca foi construído no período de 1904, no governo de Antônio Constantino Nery, e 1912, e, desde lá, coleciona muitos fatos marcantes, como o incêndio que quase o destruiu, em 1945. Reconstruído dois anos depois, o lugar recebeu uma restauração parcial em 1985 e uma mais completa em 2013, quando abriu novamente ao público.

O prédio possui estilo neoclássico. As escadas e as colunas vieram da Escócia, o boleão de mármore, os lustres de cristal e a clarabóia de telhas vieram da Inglaterra.

Dois salões se encontram no primeiro andar: Genesino Braga e Thalia Phedra Borges dos Santos. No primeiro, o visitante pode encontrar um acervo de 32 mil obras de obras raras e amazônicas para consulta. Já no segundo, o estudante pode encontrar cerca de 35 mil volumes dos mais variados temas para pesquisa.

No segundo andar, a Biblioteca Pública encanta pela arquitetura. No teto, estão esculpidos os rostos de quatro famosas figuras representando as artes e letras: o jurista Teixeira de Freitas, o romancista Antônio Gonçalves Dias, o maestro Antônio Carlos Gomes e Johannes Gutemberg, criador da imprensa.

No último domingo de cada mês, a Biblioteca Pública do Amazonas sedia a Feira de Troca de Livros e Gibis. Levando livros e gibis antigos, o visitante ganha cupons para realizar a troca. O evento tem entrada gratuita.

Funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Endereço: Rua Barroso, esquina com a Avenida Sete de Setembro, Centro.

5. Museu Casa Eduardo Ribeiro 

Antiga residência do ex-governador do Amazonas, Eduardo Gonçalves Ribeiro, apresenta exposição permanente de mobiliário residencial de época, objetos de uso pessoal e de arte que procuram recriar o modo de vida do final do século XIX e início do século XX, época em que ele viveu.

Salas e aposentos tomam o nome de fatos e personagens considerados relevantes na vida de Eduardo Ribeiro e de seus antigos proprietários. Há também um acervo textual composto por documentos digitalizados de caráter pessoal e profissional.

O museu foi inaugurado em 18 de março de 2010, com a proposta de recuperar a história pessoal, militar e administrativa do maranhense, considerado o grande transformador da capital amazonense.

Após a morte de Eduardo Ribeiro, tornou-se propriedade particular, sendo adquirido pelo Governo da União Federal, em 1961. Em 2002, foi cedido ao Estado por meio de comodato, para os fins específicos de recuperação da memória da cidade

Funciona de terça a sábado, das 9h às 14h.

Endereço: Rua José Clemente, 322, Centro, Manaus.

(Foto: Divulgação)

6. Centro Cultural Palácio da Justiça

Obra centenária, foi concluída no início do século XX para abrigar o Poder Judiciário. Sua inauguração foi realizada em 21 de abril de 1900. É um dos principais exemplares da arquitetura clássica do período áureo da economia da borracha e suas linhas estruturais seguem o estilo renascentista.

O prédio foi tombado como Patrimônio Histórico e Artístico do Amazonas em 1980. Os nomes dados às salas que o compõe homenageiam personalidades ligadas à sua implantação e ao Poder Judiciário.

Possui portões de ferro fundido importados de Glasgow, na Escócia, e calçada e escadarias em pedra de Liós, de Lisboa. O teto do hall é revestido em estuques com paredes em imitação de mármore. A imponente escada principal tem guarda-corpo metálico, com arcos dourados com seis hermas ou cariátides, importadas de Lisboa. O piso do hall é de ladrilhos hidráulicos. O segundo andar é decorado com balaustradas, óculos, tetos recobertos com estuques, colunas, cartelas e paredes marmorizadas, piso de madeira (acapu e pau-amarelo).

A mobília é centenária. Destaca-se o relógio do tipo carrilhão, da década de 1920, com estrutura de jacarandá baiano e maquinário suíço. Tem também mesa feita de mogno, conjunto de mesas, cadeiras e espelho que vieram da última restauração, em 2002, além de móveis modernos, do funcionamento do Poder Judiciário até 2006 e lustre original feito de bronze e cristais.

Funciona de terça-feira a sábado, das 9h às 17h e, aos domingos, das 9h às 14h

Endereço: Fica em frente ao Teatro Amazonas, na Avenida Eduardo Ribeiro, 901, Centro.

(Foto: Michael Dantas.)

7. Palácio Rio Negro

O Centro Cultural Palácio Rio Negro foi construído em estilo eclético, em 1903, para ser residência particular de um abastado comerciante da borracha, o alemão Karl Waldemar Scholz, considerado o ‘Barão da Borracha’. É um dos prédios mais emblemáticos desse período, que marcou a economia do Estado.

Seu nome original era Palacete Scholz. Teve o nome alterado para Palácio Rio Negro em 1918 após autorizada a compra pelo governador do Amazonas, Pedro de Alcântara Bacellar.

O local funcionou como sede do Governo e, em 3 de outubro de 1980, foi tombado como Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Amazonas. Ao longo dos anos, foi reformado, restaurado e adaptado e, em virtude de sua beleza arquitetônica e relevância histórica, foi transformado em Centro Cultural.

O Centro Cultural Palácio Rio Negro conta com salões para recitais, exposições, lançamento de livros e diversas atividades culturais. Mantém, ainda, um gabinete de despachos para o governador e a agenda aberta para atos oficiais, quando necessário.

Funciona de terça-feira a sábado, das 9h às 17h e, aos domingos, ds 9h às 14h.

Endereço: Avenida Sete de Setembro, 1546, Centro, Manaus.

(Foto: Michael Dantas)

 

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