22ª edição do Festival Palco Giratório chega a Manaus com programação gratuita

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Programação vai ate o dia 25 de julho, com a apresentação da peça teatral "Helena", no Teatro Amazonas. (Foto: Divulgação)

O Palco Giratório, do Sesc, chega a Manaus em sua 22ª edição com 20 espetáculos gratuitos e 11 atrações, além de oficinas, mesas-redondas e palestras, em diversos pontos culturais de Manaus, como o Teatro Amazonas e Palácio da Justiça, durante o mês de julho.

Nesta quinta-feira (4), no Teatro Amazonas, às 20h, o Palco Giratório promove o espetáculo “Rito de Passagem” da Companhia de Dança Índios.com. A entrada é gratuita.

A peça solo trabalha a linguagem da dança aérea e contemporânea utilizando elementos das técnicas verticais oriundas do esporte radical (rapel e tirolesa) e da arte circense (tecidos). O amálgama de técnicas inclui ainda recursos tecnológicos: a utilização de vídeo-dança e imagens projetadas por meio de data-show e retroprojetor.

A intérprete-criadora define “Rito de Passagem” como uma homenagem às mulheres em geral, embora o espetáculo tenha surgido a partir do seu interesse pelas danças Baniwa.

Sobre o projeto⠀

Reconhecido no cenário cultural brasileiro como um dos mais importantes projetos de difusão e intercâmbio das Artes Cênicas (teatro, dança, circo, intervenção urbana e performance), o Palco Giratório tem mais de 20 anos intensificando a formação de plateias a partir da circulação de espetáculos dos mais variados gêneros, em todos os estados brasileiros. Muitos desses espetáculos dificilmente encontrariam viabilidade comercial, sem o apoio do Sesc.

O projeto tem participação ativa da comunidade, artistas locais e convidados, promovendo uma troca de experiências enriquecedoras, divulgando o trabalho de profissionais de todo o país e gerando emprego para os inúmeros trabalhadores que atuam no circuito.

Mais informações no perfil do Instagram do @sesc_amazonas.

Programação

Vestido Queimado – Soufflé de Bodó Company (AM) – Teatro Infanto Juvenil
Dia: 5 de Julho (sexta-feira)
Horário: 19h
Local: Teatro Gebes Medeiros, localizado na Avenida Eduardo Ribeiro, 937 – Centro (antigo Ideal Clube).
Classificação: livre
Sinopse: Narrativa fantasiosa sobre a amizade entre duas pessoas, este espetáculo é resultado de um projeto de pesquisa cênica realizada pela Soufflé de Bodó Company. O Teatro de papel é uma forma estética e prática de contar histórias que interessou bastante aos integrantes da companhia, por seu relativo ineditismo na região Norte.

Cria – Cia. Suave/ Alice Ripoll (RJ) – Dança
Dia: 6 de Julho (sábado)
Horário: 19h
Local: Les Artistes Café Teatro, avenida Sete de Setembro, nº 377, no Centro.
Classificação: 14 anos
Sinopse: Este espetáculo de dança, que abrange o passinho do funk, a dancinha e a dança teatro, investiga os entrelaçamentos entre os significados da noção de criação. Criar um espetáculo, criar uma técnica nova como o passinho (que pode ser considerado o primeiro estilo brasileiro de dança urbana), criar filhos. A dança da favela, das vidas na corda bamba – tão arriscadas que cada instante é valorizado. O desejo insiste e cria a dança que está na vanguarda do mundo: o grupo esteve nos últimos quatro anos rodando a Europa com seu trabalho vibrante.

Teatro dos Seres Imaginários – Cia. Seres Imaginários (RS) – Teatro
Dias: 7 de Julho (domingo) – Espetáculo – 19h – Largo de São Sebastião
8 de julho (segunda-feira) – Oficina – 13h – Sala de Teatro Sesc Centro
9 de julho (terça-feira) – Pensamento Giratório – 17h – Palácio da Justiça
Classificação: Livre
Sinopse: Ao entrar no cenário, o público se depara com o inesperado. O palco não está onde deveria estar: as pessoas são chamadas a ocuparem o espaço cênico e iniciar uma viagem sensitiva ao encontro dos seres e da imaginação. É uma experiência única, aproximando espectadores que, na penumbra do teatro, se veem confrontados pelo desconhecido. Sob os voos rasantes de fantásticas criaturas aladas, crianças e adultos se encontram em estado de contemplação das diferenças, intimamente conectados ao mundo dos seres imaginários.

Traga-me a Cabeça de Lima Barreto – Cia dos Comuns (BA – RJ) – Teatro
Dia: 8 de julho (segunda-feira)
Horário: 20h
Local: Teatro Amazonas
Classificação: 14 anos
Sinopse: Inspirada livremente na obra de Lima Barreto (1881-1922), especialmente nos livros “Diário íntimo” e “Cemitério dos vivos”, o monólogo teatral “Traga-me a cabeça” de Lima Barreto reúne trechos de memórias impressas em suas obras, entrecruzadas com livre imaginação. O texto fictício tem início logo após a morte do escritor, quando eugenistas exigem a exumação do seu cadáver para uma autópsia a fim de esclarecer “como um cérebro inferior poderia ter produzido tantas obras literárias – romances, crônicas, contos, ensaios e outros alfarrábios – se o privilégio da arte nobre e da boa escrita é das raças superiores?” A partir desse embate com os eugenistas, a peça mostra as várias facetas da personalidade e da genialidade de Lima Barreto, sua vida, sua família, a loucura, o alcoolismo, o racismo, sua convivência com a pobreza, sua obra não reconhecida, suas lembranças e tristezas.

Chocobrothres – Chocobrothres (SP) – Circo
Dia: 11 de julho (quinta-feira)
Horário: 19h
Local: Largo de São Sebastião
Classificação: livre
Sinopse: Espetáculo divertido, que agrada a todo o tipo de público. Repleto de ritmo, brilho e glamour, combina diferentes técnicas circenses, como barra fixa, malabarismos e equilíbrio, com grandes doses de humor. O cenário autoportante funciona também como base para os números acrobáticos. O roteiro, bem-humorado, coloca os personagens Jeniffer, James e Brian em situações embaraçosas e muito engraçadas, nas quais as virtuoses se destacam em meio a cascatas e confusões. E ainda conta com uma trilha sonora muito especial composta por músicas dos anos 1970.

A Mulher do Fim do Mundo – Cia. Casa Circo (AP) – Dança
Dia: 12 de julho (sexta-feira)
Horário: 19h
Local: Les Artistes Café Teatro
Classificação: 14 anos
Sinopse: Este espetáculo solo é um tiro no escuro: dentro de um delírio, uma mulher se depara com a existência de um corpo que respira a cada segundo para se manter de pé. Neste estado delirante, a personagem estabelece um diálogo visceral e direto do corpo e com o corpo, validando, através do próprio corpo e do seu discurso, a existência dos vários corpos que atravessam gerações num flagelo chamado viver.

Femi-Clown Cabaré-Show – Cabaré das Rachas (DF) – Circo
Dias: 12 de julho (sexta-feira) – Espetáculo – 21h – Les Artistes Café Teatro
8 a 11 de julho – Vivência – 13h – Sala de Dança Sesc Centro
Classificação: 12 anos
Sinopse: Esta proposta é uma ação multiplicadora de saberes em circo-teatro, que se dá a partir do encontro e das partilhas entre mulheres palhaças e suas criações. É o levante da força, da fúria e da graça das palhaças, num picadeiro feminista e sob a lona dos afetos. Artistas de circo, da poesia, das culturas populares e de rua das cidades são convidados a um encontro com o trio de palhaças do Cabaré das Rachas para esta empreitada político-afetiva do humor e da palhaçaria de mulher. A missão: refletir, escutar, falar e tratar do empoderamento feminino na cena e das etapas de criação de um cabaré de variedades, com linha dramatúrgica coletiva e feminista.

A Mulher Arrastada – Dramaturgia Diones Camargo (RS) – Teatro
Dias: 13 de Julho (sábado) – Espetáculo – 20h – Teatro Amazonas
14 de julho (domingo) – Oficina – 13h – Sala de Dança Sesc Centro
15 de julho (segunda-feira) – Pensamento Giratório – 17h – Palácio da Justiça

Classificação: 14 anos
Sinopse: Rio de Janeiro, 2014. Cláudia Silva Ferreira – mulher negra, pobre, 38 anos, mãe de quatro filhos biológicos e quatro adotivos – é brutalmente alvejada pela Polícia Militar ao sair de casa no Morro da Congonha, para comprar pão para sua família. Depois dos tiros, seu corpo é atirado às pressas no camburão da viatura e arrastado ainda com vida, em meio ao tráfego da capital fluminense, sob o olhar horrorizado de motoristas e pedestres. Entrelaçando fato verídico e narrativa ficcional, esta peça-manifesto mostra a figura trágica de Cláudia reivindicando o que havia sido apagado durante a cobertura jornalística do caso: o seu próprio nome, substituído pela impessoal, violenta e cruel alcunha de “Mulher Arrastada”.

Cavalo Marinho Estrela de Ouro – Cavalo Marinho Estrela de Ouro (PE) – Teatro de Rua
Dia: 15 de Julho (segunda-feira)
Horário: 19h
Local: Largo de São Sebastião
Classificação: livre
Sinopse: Contendo música, dança e teatro, o Cavalo Marinho é uma brincadeira típica de algumas cidades da Zona da Mata Norte de Pernambuco. Ao som da rabeca, do pandeiro, da bage e do mineiro, começa com trupés e pisadas e segue com as entradas e saídas das figuras que podem ser de animais ou trajando máscaras de couro, papel machê, goma e carvão. Durante a brincadeira surgem várias figuras que nos trazem a reflexão sobre as relações de poder, opressor e oprimido, patrão e empregado. Ao fim, surge o boi assinalando o término do brinquedo, e o capitão, com seu apito, canta toadas de despedida.

Naquele Bairro Encantado – Teatro Público (MG) – Teatro InfantoJuvenil 
Dia: 16 de Julho (terça-feira)
Horário: 17h
Local: Praça do Relógio
Classificação: livre
Sinopse: Um grupo de velhos mascarados visita um bairro da cidade, povoando o cotidiano com imagens saudosistas do passado. Nesta intervenção cênica, o público é convidado a fazer um passeio por um bairro da cidade, onde os personagens realizam ações cotidianas e estabelecem relações com os moradores e transeuntes, despertando memórias e compartilhando lembranças e histórias.

Das Cinzas Coração – Quimera Criações Artísticas & Teatro Ateliê (RS) – Circo 
Dia: 17 de Julho (quarta-feira)
Horário: 20h
Local: Teatro Amazonas
Classificação: 12 anos
Sinopse: Qual o sentido de um espetáculo de circo-teatro do século XXI usar a linguagem do cinema de cem anos atrás, para contar uma história de opressão feminina passada em 1920? É que estas cenas seguem hoje na vida real, em todo canto, todas as classes sociais e orientações religiosas ou políticas. Das cinzas coração brinca que é cinema mudo em preto-e-branco, com trilha ao vivo feita por um pianista de época. Para fazer rir com Aurora, que espreme a poesia possível do seu já murcho e nada doce lar. Porque a gente acredita que não há nada mais transformador que o riso. Aristóteles já dizia disso. Só que temos de referência um filósofo contemporâneo: o genial cineasta Buster Keaton.

Aquelas – Uma dieta Pra Caber no Mundo – Manada Teatro (CE) – Teatro
Dia: 18 de Julho (quinta-feira)
Horário: 20h
Local: Teatro Amazonas
Classificação: 14 anos
Sinopse: ‘Aquelas’ remonta à história de Maria de Bil, santa popular da cidade de Várzea Alegre (CE). Assassinada em 1926 pelo seu “companheiro”, transformada em mártir, até hoje é ícone de devoção do povo da região. No espetáculo, que mistura a história da santa com pessoalidades das intérpretes, o público é convidado a participar do preparo de um indigesto jantar envolvendo facas, carne, sangue e outros elementos, oferecidos à mesa com os corpos das próprias atrizes/performers. Uma encenação delicada e cruel que apresenta, por meio de quadros performativos, um caleidoscópio das diversas formas de violência de uma sociedade machista. Bom apetite!


R.A.L.E. (Realidade Apropriada Libera Evidência) – Jessé Batista (AL) – Dança 
Dia: 19 de Julho (sexta-feira)
Horário: 19h
Local: Les Artistes Café Teatro
Classificação: 12 anos
Sinopse: Este espetáculo trata de um corpo aprisionado por um sentido político que desfavorece um terço da imensa população brasileira. Não é a questão de permanecer e pertencer àquele lugar, e sim de ser tratado como apenas um mero corpo. Um corpo construído como um dispêndio de energia muscular, em meio a ruas, avenidas, becos, vielas, subidas, descidas, em uma cidade desigual. Ambientes em que um dos maiores desafios do ser humano é sustentar-se perante o seu próprio corpo.

Subterrâneo – Gumboot Dance Brasil (SP) – Dança 
Dia: 20 de Julho (sábado)
Horário: 19h
Local: Les Artistes Café Teatro
Classificação: Livre
Sinopse: Concebido como programa de mediação experimental, Performance preta no Brasil pretende visibilizar a produção negra no campo da performance a partir de laboratórios de criação, escutas, pesquisa de campo e intercâmbio com pesquisadores e realizadores negros. Esse processo é realizado no período de 5 a 7 dias com residência dos artistas nas cidades por onde passarem. O objetivo é pensar o colonial e seu desmantelamento através das discussões sobre raça/cor, perpassadas pelas questões de gênero e pelas memórias negras que engendram modos de ser/estar diferentes do modelo ocidental colonial. A ação interseciona processos de formação em performance, audiovisual e intervenção urbana.


Voa – Coletivo Antônia (DF) – Teatro InfantoJuvenil 
Dia: 21 de Julho (domingo)
Horário: 17h
Local: Les Artistes Café Teatro
Classificação: livre
Sinopse: Livremente inspirado em “A menina e o pássaro encantado”, de Rubem Alves, “Voa” percorre o caminho das sutilezas e dos sentidos, tratando de cumplicidade e de saudades, mas principalmente de liberdade. As meninas e os pássaros que habitam o conto brincam, no espetáculo, com muitas possíveis relações de amizade, em ambiências que estimulam a interação do bebê com as luzes, os sons, os aromas e a cenografia. Entre idas e vindas de um pássaro viajante, Voa transgride as noções tradicionais de tempo, de espaço e de amor.
Segundo espetáculo da companhia, Voa estreou em fevereiro de 2017, com absoluto sucesso de público e de crítica. Desde então, vem traçando caminhos de circulação e expansão. Foi o único espetáculo para bebês selecionado para a 18º edição do Festival Internacional de Teatro de Brasília – Cena Contemporânea.

TANDAN! – Cia. Etc. (PE) – Dança InfantoJuvenil
Dia: 22 (segunda-feira) e 23 (terça-feira) de Julho
Horário: 14h
Local: Les Artistes Café Teatro
Classificação: livre
Sinopse: Uma experiência de imersão em dança a partir do uso de estímulos táteis, de uma instalação sonora e da interação com bailarinos e bailarinas. Um espetáculo que encara a questão da acessibilidade do espetáculo às pessoas com deficiência visual como estímulo criativo, e não como tradução. Tandan tem inspiração nas obras de Helio Oiticica e Lygia Clark, com suas provocações do ato de perceber as artes visuais numa apreciação sensorial mais ampla da obra. O espetáculo é dedicado ao público infantil, especialmente às crianças dos 5 aos 9 anos, e cada criança terá uma experiência individual de 6 minutos.

Risco – Fragmento Urbano (AM) – Teatro 
Dia: 24 de Julho (quinta-feira)
Horário: 20h
Local: Teatro Amazonas
Classificação: livre

Helena – Ateliê 23 (AM) – Teatro
Dia: 25 de Julho (quinta-feira)
Horário: 20h
Local: Teatro Amazonas
Classificação: 16 anos

 

As Salas de Dança e Teatro do Sesc Centro de Atividades ficam localizadas na rua Henrique Martins, 427, Centro. O Café Teatro na av. 7 de Setembro, nº 377, Centro. O Palácio da Justiça na av. Eduardo Ribeiro, 901, Centro. O Teatro Gebes Medeiros na av. Eduardo Ribeiro, 937, Centro e o Teatro Amazonas na av. Eduardo Ribeiro, Centro.

Mais informações pelo telefone (92) 3198-2000.

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