Líder indígena Raoni encontra Papa Francisco no Vaticano

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Presidente francês, Emmanuel Macron, cumprimenta líder indígena Raoni, em encontro no Palácio do Eliseu, sede do governo, em Paris, no dia 17. (Foto: Thomas Samson / AFP)

O Papa Francisco recebeu em audiência privada na Casa Santa Marta na manhã de segunda-feira (27) o líder indígena brasileiro Raoni Metukire, que atua no combate à devastação da Amazônia, da comunidade Kayapó.

O encontro do Pontífice com o líder do povo Kayapó – ameaçado por madeireiros e pelo agronegócio – havia sido confirmado no último sábado pelo diretor interino da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti. Com a audiência, explicou ele,  “o Papa reitera a sua atenção pela população e pelo ambiente da área amazônica, e o seu compromisso pela preservação da Casa Comum”.

Gisotti também havia explicado que “a audiência insere-se no contexto da preparação para a Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-Amazônica, que se realizará de 6 a 27 de outubro, no Vaticano, sobre o tema ‘Amazônia: Novos Caminhos para a Igreja e por uma Ecologia Integral’”.

Excursão pela Europa

O cacique, acompanhado de mais três lideranças indígenas, está na Europa desde 14 de maio, numa viagem de três semanas, para se encontrar com os chefes de Estado e a opinião pública para alertar sobre as crescentes ameaças à Amazônia.

O presidente francês, Emmanuel Macron, também recebeu o líder indígena Raoni, no dia 16, e lhe assegurou o apoio da França em sua luta para proteger a biodiversidade e os povos da Amazônia, vítimas de um crescente desmatamento.

Presidente francês, Emmanuel Macron, cumprimenta líder indígena Raoni, em encontro no Palácio do Eliseu, sede do governo, em Paris, no dia 17. (Foto: Thomas Samson / AFP)

O líder indígena brasileiro está recolhendo fundos para a proteção da reserva do Xingu, no Mato Grosso.

“Busco um milhão de euros para financiar muros verdes feitos de bambu, para delinear a grande reserva do Xingu, que tem sofrido com a intrusão permanente de traficantes de madeira e de animais, garimpeiros e caçadores, que vêm caçar em nossas terras”, disse Raoni em uma entrevista publicada no início deste mês pelo jornal “Le Parisien”.

 

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