Irmãos Souza são condenados a 15 anos de prisão

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Ex-parlamentares também terão que pagar uma multa no valor de R$ 55.411,16 (Foto: Antônio Lima)

Carlos Souza, ex-deputado federal e ex vice-prefeito de Manaus, e o irmão Fausto Souza, ex-vereador e ex-deputado estadual, foram condenados a 15 anos de prisão pela Justiça do Amazonas, na terça-feira (7). Também terão que pagar multas individuais no valor de R$ 55.411,16 por crima de associação para o tráfico de drogas. Decisão foi tomada pela juíza Rosália Guimarães Sarmento.

Além dos irmãos Souza, a magistrada também condenou Alan Rego da Mata e Luiz Maia de Oliveira a 13 anos  e quatro meses de reclusão em regime fechado. Elizeu de Souza Gomes foi condenado a 11 anos e oito meses, Wathila Silva da Costa foi condenado a 8 anos.

A pena deste último réu foi a menor de todas porque ele não integrava mais os quadros da polícia militar e, por isso, não incidiu a causa de aumento decorrente do abuso do cargo público, fazendo com que a sua pena fosse reduzida em relação aos demais réus.

Os réus foram condenados pelas sanções previstas no art. 35, caput, da Lei nº 11.343/2006, pela prática do Crime de Associação para o Tráfico de Drogas. Como  estavam em liberdade a magistrada  concedeu  o direito de recorrerem da mesma forma, seguindo o entendimento de que as prisões  para cumprimento de pena devem aguardar a confirmação do 2° grau de jurisdição.

O caso

No final de 2008, começaram a surgir as primeiras suspeitas de envolvimento dos irmãos Souza com o crime organizado. O ex-policial militar Moacir Jorge Pereira da Costa, o Moa, denunciou a existência de uma quadrilha comendada por Wallace Souza (falecido) e seu filho, Raphael Souza.

A quadrilha estaria envolvida na morte de traficantes e as ordens para as execuções, segundo denúncia do Ministério Público (MPE), tinham anuência da família. Durante as investigações, testemunhas afirmaram à polícia que os irmãos não apenas sabiam quem seria morto, como enviavam equipes de seu programa de TV para “cobrir” os assassinatos.

Para a polícia, os irmãos se beneficiavam duplamente das mortes: aumentava a audiência de seu programa de TV e eliminava inimigos na disputada pelo controle do tráfico de drogas em Manaus.

O caso virou documentário da Netflix e será disponibilizado na plataforma no próximo dia 31.

 

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