Brasil autoriza a entrada de 25 militares dissidentes do regime Maduro

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Guardas nacionais, leais a Maduro, fogem de tiros disparados por militares aliados a Guaidó. Créditos: Yuri Cortez/AFP

Atendendo ao pedido de asilo político, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que a Embaixada brasileira na Venezuela irá abrigar 25 militares venezuelanos que romperam com o regime militar de Nicolás Maduro para apoiarem Juan Guaidó.

A informação é do porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros e foi confirmada pelo Jornal Folha de São Paulo.

Por meio de nota, o presidente Bolsonaro convocou países para apoiarem o movimento de retirada do regime de Nicolás Maduro do poder.

“Exortamos todos os países, identificados com os ideais de liberdade, para que se coloquem ao lado do presidente encarregado Juan Guaidó na busca de uma solução que ponha fim na ditadura de Maduro, bem como restabeleça a normalidade institucional na Venezuela”, afirmou o presidente por meio de nota divulgada pelo porta-voz do governo.

A Crise

O risco de uma guerra civil na Venezuela se tornou mais eminente a partir da madrugada desta terça-feira (30), quando o líder de oposição Guaidó fez um levante popular para derrubar as forças militares de Nicolás Maduro.

Junto de Leopoldo López, que estava em prisão domiciliar, Guaidó se direcinou para a base aérea de La Carlota, em Caracas, onde anunciaram o apoio de militares dissidentes e convocaram a população a se juntar a eles.

Reunião

No fim da manhã desta terça após o clima de tensão se instalar na capital venezuelana Bolsonaro convocou uma reunião de emergência. Participaram do encontro o vice-presidente, general Hamilton Mourão, e os ministros Augusto Heleno (GSI), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Fernando Azevedo (Defesa).

Segundo o vice-presidente Mourão está descartada, no momento, qualquer ação militar brasileira contra o governo venezuelano.

“O diagnóstico é esse: Guaidó e Leopoldo López foram para uma situação que já não tem retorno, não há mais recuo. Depois disso aí, ou eles vão ser presos ou Maduro vai embora. Não tem outra saída. Eles foram para o tudo ou nada. A situação está difícil”, disse em entrevista aos jornalistas após a reunião.

A opinião do general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), é de que faltam informações precisas sobre a situação na Venezuela, mas acredita que Guaidó não tenha apoio expressivo das Forças Armadas.

“A gente tem a impressão de que o lado do Guaidó é fraco militarmente”, afirmou após a reunião com Bolsonaro.

 

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