‘Ministro do Supremo não é semi-deus’, diz Plínio Valério

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(Foto: Tiago Correa/CMM)

O senador Plínio Valério se pronunciou, por meio da sua rede social, sobre a determinação de retirada do ar reportagens e notas que citam o presidente da Corte, Dias Toffoli, feita pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

O senador diz que a censura apenas mostra como o Supremo está desmoralizado e que é dever do Senado manter a instituição. “Se essa casa não fizer o que tem que ser feito, a tempestade virá, senhor Presidente!”, escreveu Plínio.

Plínio Valério diz, ainda, que está preparado para “o pior”.

Censura

Na segunda-feira (15) a revista “Crusoé” recebeu a visita de um oficial de Justiça a serviço da Corte bateu à porta da redação para entregar a cópia da decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes.

O ministro determinou que fosse retirada do ar a reportagem “O amigo do amigo do meu pai”, que cita o presidente da Corte, Dias Toffoli. A decisão também valeu para o site “O Antagonista”.

Moraes estipulou multa diária de R$ 100 mil e mandou a Polícia Federal ouvir os responsáveis do site e da revista em até 72 horas.

“Determino que o site ‘O Antagonista’ e a revista ‘Crusoé’ retirem, imediatamente, dos respectivos ambientes virtuais a matéria intitulada ‘O amigo do amigo de meu pai’ e todas as postagens subsequentes que tratem sobre o assunto, sob pena de multa diária de R$ 100.000,00 (cem mil reais), cujo prazo será contado a partir da intimação dos responsáveis. A Polícia Federal deverá intimar os responsáveis pelo site ‘O Antagonista’ e pela Revista ‘Crusoé’ para que prestem depoimentos no prazo de 72 horas”, diz a decisão.

Segundo reportagem publicada pela revista na quinta (11), a defesa do empresário Marcelo Odebrecht juntou em um dos processos contra ele na Justiça Federal em Curitiba um documento no qual esclareceu que um personagem mencionado em email, o “amigo do amigo do meu pai”, era Dias Toffoli, que, na época, era advogado-geral da União.

Conforme a reportagem, no e-mail, Marcelo tratava com o advogado da empresa – Adriano Maia – e com outro executivo da Odebrecht – Irineu Meireles – sobre se tinham “fechado” com o “amigo do amigo”. Não há menção a dinheiro ou a pagamentos de nenhuma espécie no e-mail. Ao ser questionado pela força-tarefa da Lava Jato, o empresário respondeu: “Refere-se a tratativas que Adriano Maia tinha com a AGU sobre temas envolvendo as hidrelétricas do Rio Madeira. ‘Amigo do amigo de meu pai’ se refere a José Antônio Dias Toffoli”. Toffoli era o advogado-geral da União entre 2007 e 2009, no governo Luiz Inácio Lula da Silva.

*Com informações do site G1

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